PUBLICIDADE



Bebianno diz que Bolsonaro foi desleal; "Brasil verá que o presidente é ingrato"

A revista Veja divulgou detalhes da tensa reunião, na tarde desta sexta-feira (15), que culminou no anúncio da demissão de Gustavo Bebianno, do cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Antes da decisão, Bolsonaro teria oferecido um cargo de direção em Itaipu, que lhe garantiria um alto salário, ouvindo a recusa e poucas e boas do, até então, seu fiel escudeiro.
Mostrou-se irritado com a sugestão e disse que não entrou na campanha para ganhar dinheiro. Lembrou que viajou com o então candidato por todo o Brasil, deixou de visitar o pai agonizante no hospital, cumpriu todas as missões que lhe foram designadas e consumiu tanto tempo na campanha que praticamente renunciou a cuidados com assuntos pessoais. E encerrou informando que não aceitava nenhum prêmio de consolação.
Bebianno disse ainda que o presidente foi desleal, que se sentia vítima de uma traição e que “um comandante não pode alvejar um soldado pelas costas”. Ele, por sua vez, desviou o olhar durante a maior parte da conversa e não replicou ao desabafo. Em seguida, deixou a reunião.

"Ingrato"
À noite, no hotel, Bebianno soube pela TV que Bolsonaro resolveu demiti-lo usando como argumento o vazamento de um áudio em que o presidente censura a audiência em que ministro receberia um emissário da Rede Globo e não pela situação ocorrida com Carlos Bolsonaro.
Por telefone, a uma interlocutor, Bebianno afirmou que vai passar o fim de semana pensando e ameaçou: “Se isso acontecer na segunda, o Brasil vai tremer”. A essa mesma fonte, disse que falou a Bolsonaro que o presidente é um ingrato e que o país inteiro vai ver isso. Ainda de acordo com Bebianno, o líder do Planalto está “alienado, perturbado da cabeça”.
Cadernos:
[blogger]

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget