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Funcionários da Cagece são demitidos após superfaturamento de R$ 4,1 milhões

Um superfaturamento de R$ 4,1 milhões paralisou uma obra de ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) do município de Tauá, de responsabilidade da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), e gerou a demissão de quatro funcionários da empresa, neste mês.
O prejuízo total, conforme a companhia, ultrapassa R$ 7,3 milhões. Em portaria interna, a presidência da Cagece determinou a demissão por justa causa, diante de "falta grave", de Fernando Rubens Barrocas Gadelha, engenheiro de fiscalização da obra; José Delano Gondim Júnior e Iran Farias Cavalcante Júnior, coordenadores de obras do Interior; e Gentil Maia Lima, gerente de obras e gestor do contrato; pelo envolvimento em "procedimentos internos não conformes", que ocasionaram os prejuízos contratuais. Delano Gondim chegou a se candidatar à posição de "representante dos funcionários da companhia no Conselho Administrativo", em dezembro.
Além dos quatro, mais dois homens acusados de participarem das atividades corruptas foram suspensos por oito e quatro dias. A companhia não informou, contudo, o motivo da punição menor. "Essa irregularidade na gestão do contrato foi identificada e tratada no âmbito dos competentes processos, como exige a política da Cagece, resultando na apuração e na devida responsabilização pelos fatos, com todas as decisões tendo sido confirmadas pela Secretaria das Cidades", afirmou a empresa, em nota.
Quanto à empresa contratada que gerou o prejuízo, BT Serviços LTDA., "foi responsabilizada com a rescisão do contrato, multa e declaração de inidoneidade". A companhia informou ainda que "já ajuizou ação para ser indenizada pelos prejuízos, estando ora em tramitação no Poder Judiciário".

Transtornos aos moradores
Além do desperdício de recursos públicos, a obra inacabada, paralisada há pelo menos três anos, tem causado transtornos diretos aos moradores e até à gestão municipal. Centenas de canos se estendem pelo antigo canteiro de obras, e, em algumas ruas, a rede coletora foi instalada, mas não houve ligação para as casas.
A falta de saneamento em Tauá é alvo de queixas da dona de casa Marta Torquato, cuja única esperança é mesmo "que a obra seja terminada". Os bairros mais afetados são Alto Melo Gomes e José Ózimo (Cidade Nova) - das 18 ruas compreendidas por este último, somente três estão saneadas. Já na Rua Francisco Misael Cavalcante, no Centro, o esgoto sai da tubulação que deveria levá-lo para a estação elevatória e escorre livre, já que as estruturas ficaram pela metade.
Em relação à retomada da obra e às providências a serem adotadas para resolver os transtornos estruturais enfrentados pela população tauaense, a Cagece não nos respondeu até o fechamento desta edição.

Diário do Nordeste
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