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Ricardo Boechat criticou impunidade em tragédias três horas antes de morrer

Ricardo Boechat, que morreu nesta segunda-feira (11), falou cerca de três horas antes do acidente aéreo que sofreu sobre a sucessão de tragédias no Brasil e cobrou um posicionamento tanto da esfera pública quanto privada pelos incidentes com dezenas vítimas. 
Em seu programa na Band News FM, o jornalista comentou uma notícia do jornal "O Globo", que realizou um levantamento sobre 10 casos trágicos, como o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), o incêndio no centro de treinamento do Flamengo, o incêndio da boate Kiss e o desabamento do prédio do Largo Paissandu, em São Paulo. 
"A síntese desse levantamento é de que as consequências não deram em nada. Quando você vai vendo o desdobramento das reações no Estado a esses eventos, não só os agentes públicos não pagam nada por isso como os agentes privados também não. Esse é o ponto que une todas essas tragédias", disse. 
Boechat disse que por trás de tais casos está a impunidade. Sobre a tragédia de Brumadinho, afirmou: "A cumplicidade está no judiciário que de Mariana para cá pouco fez para dar efetividade às punições e sanções que poderiam ter feito de Mariana um exemplo para as mineradoras de maneira geral". 
"A impunidade é o que rege, comanda, a orquestra das tragédias nacionais", completou. "Quando a gente chora, lamenta, parecemos estar anestesiados ou gostar da anestesia que nos faz esquecer tão logo surge o fato de amanhã que terá o mesmo tratamento".


UOL
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