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MP vai investigar ex-candidata do PSL chamada por ministro para ser 'laranja' na eleição

O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais (MPE-MG) pediu investigação sobre denúncias relacionadas a Zuleide de Oliveira, que foi candidata a deputada estadual no ano passado pelo PSL. Ela disse ao jornal "Folha de S.Paulo", em reportagem publicada nesta quinta-feira (7), que seria usada pelo partido para recebimento de dinheiro do fundo partidário.
O Ministério Público Federal (MPF) já determinou que seja enviada uma cópia da reportagem da "Folha" para o MP eleitoral e ainda que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas suspenda a análise da prestação de contas de Zuleide – já que há indícios de irregularidades. Ela deve prestar esclarecimentos.
Em 27 de fevereiro, a Polícia Federal já havia aberto um inquérito para investigar suspeitas de candidaturas-laranja do PSL de Minas Gerais. A PF informou nesta quinta-feira que vai intimar Zuleide de Oliveira a depor.
Outras cinco mulheres são investigadas pela PF e pelo MP de Minas por suspeita de candidatura-laranja na eleição passada pelo PSL.

Reunião sobre candidatura
Zuleide disse para o jornal que mandou um email para o TRE de Minas em setembro do ano passado contando que foi procurada pelo atual ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antônio, que na época era presidente do PSL no estado, para que ela se candidatasse.
Ela teria dito que não tinha dinheiro e foi informada por ele que poderia usar recurso do fundo partidário, segundo ela, com o compromisso de devolver parte do dinheiro. Ela teria afirmado ainda que os dois chegaram a ter uma reunião em Belo Horizonte.
Como Zileide Oliveira tinha uma condenação na Justiça e teve a candidatura indeferida, e nem chegou a disputar a eleição, o MP eleitoral esclareceu que não tem competência para investigar criminalmente o ministro do Turismo e que vai apurar a questão sobre a prestação de contas da candidata.

O que diz Marcelo Antônio
A assessoria de Marcelo Álvaro Antônio afirma que a acusação é mentirosa, que Zuleide Oliveira omitiu que era ficha suja e que ela não recebeu nenhum real do fundo partidário, porque ela nem foi candidata.
"Ao contrário do que a Zuleide afirma à reportagem, ela foi candidata em 2016 e procurou por conta própria o PSL manifestando interesse em se candidatar em 2018", diz nota da assessoria.
"O ministro reitera que o PSL de Minas Gerais seguiu rigorosamente o que determina a lei e reafirma que jamais indicou prestador de serviços para qualquer candidato. O ministro mantém a confiança na Justiça, foro adequado para provar que sempre agiu dentro da lei", afirma o texto.

G1
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