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Três meses depois, tragédia de Milagres ainda aguarda conclusão

Três meses depois, ainda não há previsão para o término do inquérito sobre a morte de seis reféns durante uma tentativa de assalto a bancos em Milagres, na madrugada de 7 de dezembro de 2018. Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o caso segue em investigação. O prazo inicial para conclusão era de 30 dias, conforme anunciou o titular da SSPDS, André Costa, dias após a tragédia no Cariri.
Em depoimento à Polícia, sobreviventes afirmaram que os disparos que mataram as vítimas foram efetuados por policiais militares. "Em nenhum momento houve uma abordagem policial com cautela, haja vista que os militares foram logo atirando", chegou a dizer uma das testemunhas, conforme apurou O POVO.
Um outro sobrevivente chegou a declarar em depoimento que um dos PMs disse a ele que só não o matou "porque Deus não deixou". "O refém revelou ainda ao delegado que 'diversos tiros foram dados em sua direção e do filho'", publicou O POVO em 22 de dezembro.
Doze PMs que participaram da operação chegaram a ser afastados, mas oito deles já voltaram ao serviço após as investigações concluírem que eles não tiveram envolvimento nas mortes.
Nas seção de estatísticas de vítimas de assassinatos, o site da SSPDS coloca as mortes dos reféns da tragédia de Milagres como latrocínio. O óbito dos oito assaltantes não consta nessa lista, já que são mortos em decorrência de intervenção policial.

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