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Biblioteca do Ceará, que leva o nome do quiteriense Menezes Pimentel, fechada há 5 anos

Cinco anos fechada e sem data para reabertura. Essa é a situação da Biblioteca Pública Menezes Pimentel. Fundada em 1867, o equipamento de cultura mais antigo do Ceará permanece inacessível, à espera de uma reforma cujos contornos beiram o improvável. Em fevereiro de 2014, quando deixou de receber visitantes, o espaço já pelejava com a falta de cuidados. Infiltrações, problemas de ventilação e a pouca acessibilidade afastavam os frequentadores e colocavam em risco o acervo histórico da instituição. Anos depois, as obras já se encerraram, mas a biblioteca ainda não foi reinaugurada por falta de mobiliário.
A situação é simbólica porque atinge diretamente um dos espaços responsáveis por guardar e, em tese, difundir a memória do Ceará. No equipamento, estão armazenados cerca de 10 mil livros raros e 80 mil edições de jornais que circularam pelo Estado e ajudam a contar a história dos cearenses. Esse conteúdo serve de fonte para pesquisadores, que se veem prejudicados com a inacessibilidade da biblioteca.
Para se ter ideia da importância do equipamento para o Ceará, ele abriga um dos mais importantes acervos de obras raras do País. Entre elas, o site da biblioteca cita as primeiras edições de autores cearenses como Juvenal Galeno, Antonio Sales, Barão de Studart e Tomaz Pompeu de Sousa Brasil. Guarda, ainda, preciosidades como o incunábulo "Éclogas, Bucólicas, Georgicas, Eneida" do poeta Virgilio, publicado em latim arcaico na cidade alemã de Nuremberg no ano de 1492; e o Correio Braziliense, primeiro jornal brasileiro publicado na Inglaterra por Hipólito da Costa, durante os anos de 1808 a 1822.


O prédio, já reformado, tem o acabamento pronto, ar-condicionado, mas não há nenhuma menção aos livros. Por lá, deveriam estar boa parte das obras do Espaço Estação, que abriga provisoriamente o acervo, no Centro de Fortaleza.
No segundo andar, funcionam a seção de obras raras e a hemeroteca. Sem funcionários acompanhando, um visitante analisava jornais armazenados no local, que ainda recebe pesquisadores. O lugar é climatizado e, aparentemente, preserva alguma organização com os jornais arquivados.

Diário do Nordeste
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