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Falta de medicamentos cresce no Brasil e coloca vida de pacientes em risco

A escassez de medicamentos têm afetado gravemente os brasileiros, nos estados e municípios do país o número de remédios em estoque nos postos de saúde é cada vez menor. O desabastecimento é um problema nacional que se estende pelos estados e já se alonga por alguns anos, comprometendo a credibilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e colocando em risco a vida de milhões de pessoas que necessitam de medicação regular.
Em março deste ano, O Conselho Nacional de Secretários da Saúde (CONASS) endereçou ao gabinete do Ministro da Saúde Luís Henrique Mandetta um ofício alertando para a situação crítica dos estoques públicos de medicamentos em todos os estados da federação.  O ofício traçava um cronograma onde dos 134 remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS, 25 estão com estoques zerados em todos os estados e outros 18 devem se esgotar nos próximos 30 dias.
O Conass diz ainda que dois milhões de pacientes dependem de remédios que estão em falta ou que vão acabar nos próximos dias. Dentre os já esgotados, estão drogas para tratamento de doenças como câncer de mama, leucemia em crianças e inflamações diversas.
Falta medicamento de baixo custo, como falta o medicamento de alto custo, como esse pra quem fez transplante renal, de coração.  São remédios de um custo altíssimo que normalmente as pessoas que procuram o SUS não tem condições de arcar, então são pessoas que estão colocadas literalmente na sarjeta da saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, desde janeiro, existe uma tentativa constante na tentativa de regularizar o abastecimento de medicamentos adquiridos. No total, 12 processos de aquisição foram finalizados e 52 estão em andamento. “Assim, a expectativa é de assinatura dos contratos de compra para regularização do abastecimento de grande parte dos fármacos ainda no mês de maio”, diz a nota

No Ceará
Em abril deste ano, diversos usuários assistidos pelo Hospital Universitário Walter Cantídio denunciaram a falta do medicamento Mesilato de Imatinive 400 mg, que é utilizado no tratamento de vários tipos de Leucemia. À época, o a Secretária da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) esclareceu que o repasse do Ministério da Saúde (MS) ocorreu apenas em janeiro, num total de 30%, quantia insuficiente e que só atendia um mês de distribuição.
No interior do estado, em fevereiro deste ano, pacientes que recebem tratamento de HIV relataram a dificuldade para receber medicamentos por parte do Hospital São José, que havia mudado sua regra adotando uma nova forma para conceder remédios, que só poderiam ser entregues por meio de receita fornecida no dia da entrega. A Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids no Ceará afirmou que a norma do Hospital estava trazendo transtorno para os pacientes do interior. Em sua defesa, o Hospital alegara que pacientes deixavam de ir regularmente às consultas e por isso era necessário sempre a solicitação de novas guias.

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