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Funcionárias de fábrica denunciam que eram estupradas e assediadas por gerente para evitar demissão

O gerente de uma fábrica de calçados é suspeito de estuprar e assediar sexual e moralmente funcionárias na cidade de Canindé, no interior do Ceará. Pelo menos 14 mulheres teriam sido vítimas do homem, que está foragido após ter prisão preventiva decretada pela Justiça. Segundo relatos de funcionárias, o suspeito ameaçava demitir aquelas que não realizassem atos sexuais com ele.
O advogado Euclides Augusto Maia, representante do suspeito, informou que ainda não foi notificado sobre o mandado de prisão e, quando tomar conhecimento da decisão judicial, irá apresentar o cliente na Delegacia Regional de Canindé, da Polícia Civil. Ele nega que o gerente da fábrica tenha cometido os crimes.
Uma equipe da Polícia Civil foi até o local de trabalho do suspeito, identificado como Flávio Roberto Sousa Alves, na última segunda-feira (29), para dar cumprimento ao mandado, mas ele conseguiu escapar.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, contou que foi demitida por se recusar a sair com o suspeito. Ela disse que ainda foi ameaçada pelo gerente da empresa.
"Ele ficava me chamando para sair com ele. Ele insistiu tanto e eu não quis, que ele me demitiu com menos de dois meses. Depois que eu saí de lá, eu não consegui mais emprego. Ele ficava me ameaçando, dizendo que se eu fosse atrás da Polícia não ia dar certo. Como todas as outras vítimas estavam se manifestando, eu fui também", afirma.
Conforme a Polícia, Flávio Roberto é considerado foragido da Justiça, apesar de as investigações estarem na fase inicial.

G1 CE
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