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Governo do Amazonas confirma novas mortes em presídios

O governo do Amazonas confirmou, há pouco, que presos foram encontrados mortos dentro de celas de três estabelecimentos prisionais do estado nesta segunda-feira (27). O número de mortos, bem como suas identidades, ainda não foi divulgado.
Segundo a secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap), as mortes ocorreram por enforcamento no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM I), todos localizados em Manaus (AM).
Ainda de acordo com a secretaria, agentes do Grupo de Intervenção Prisional (GIP) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar estão nas três unidades revistando e recontando os presos. Um inquérito será aberto para investigar os homicídios.

Briga no Compaj

As mortes ocorrem um dia após 15 detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na capital amazonense, terem sido assassinados. Em nota divulgada neste domingo (26), a Seap informou que as mortes ocorreram durante uma “briga entre presos” dos pavilhões 3 e 5, e que, após o acionamento do Batalhão de Choque da Polícia Militar, a situação no Compaj estava sob controle. Nenhuma fuga foi registrada e nenhum agente penitenciário foi ferido durante a confusão de ontem. A briga começou durante o horário de visitação.
Hoje, a Seap confirmou que todos os mortos foram identificados e seus corpos, liberados para as famílias. Em função do ocorrido ontem, a secretaria aplicou uma série de medidas administrativas em todas as unidades prisionais do estado, entre elas, a suspensão das visitas.

Em janeiro de 2017, uma rebelião de 17 horas resultou na morte de 56 pessoas no Compaj. Em dezembro de 2018, um agente penitenciário foi assassinado dentro do complexo.

Agência Brasil
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