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TJCE espera julgar mais de 80 casos de homicídio em uma semana

Na IV Semana Estadual do Júri, que acontece de 10 a 14 de junho, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) estima superar o número de ações penais de crimes contra a vida durante realizadas na última edição do evento. Em 2018, a Semana levou a julgamento 80 processos. Segundo o desembargador Henrique Jorge Holanda Silveira, coordenador da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública do Ceará (Enasp-CE), que organiza a força-tarefa, o total de julgamentos neste ano deve ser maior do que o da edição anterior.
"Todos os juízes do Tribunal do Júri de todas as comarcas do Ceará estão envolvidos. É um trabalho bem árduo, mas todos estão se preparando com muito empenho. O objetivo é dar vazão aos crimes dolosos contra a vida e mostrar para a sociedade que o Poder Judiciário está preocupado em atender à demanda pendente", explica o desembargador, ressaltando que, em três edições, o evento julgou um total de 303 recursos.

Crimes
Ainda conforme o magistrado, a prioridade para os julgamentos serão os réus presos que cometeram crimes dolosos contra a vida, isto é, homicídios tentados e consumados, infanticídio, feminicídio, aborto, instigação ao suicídio e delitos cometidos em torno de bares e casas noturnas.
Os casos que deverão ser julgados no próximo mês já devem ter passado pela fase de colheita de provas, depoimento das testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do acusado. Nesta etapa, o juiz decide se o réu foi absolvido, se emite uma sentença de impronúncia diante da não confirmação dos indícios alegados. Se optar por desclassificar o crime, por entender que a denúncia à qual o suspeito responde se trata de um outro crime, o juiz pode encaminhar o caso para o Júri.
Não há restrições quanto à data de tramitação do processo, podendo ir a júri denúncias de qualquer período. "Pode ser um muito recente ou um já mais antigo. Por exemplo, um que ocorreu no fim do ano passado, se tiver pronto para julgamento, ele entra. Às vezes, há alguns bem antigos porque tiveram recursos no TJ ou no Supremo Tribunal de Justiça. Não dá para precisar se vai ser um processo novo ou não", justifica o desembargador Henrique Jorge Holanda Silveira.

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