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Ceará registra média de mais de 500 fraudes na rede de distribuição de água por dia

Cerca de 193 mil fraudes na rede de distribuição de água foram flagradas pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), no período de um ano, entre maio de 2018 e abril de 2019. O montante representa uma média de 16 mil fraudes por mês, ou 528 por dia, e se refere à água furtada da rede e não passa pelo controle do órgão.
Do total, 180 mil ocorrências foram registradas em Fortaleza e na Região Metropolitana (RMF); já no interior do estado, foram cerca de 13 mil. No mesmo período, a empresa investiu R$4,7 milhões no setor de combate às fraudes, possibilitando a recuperação mensal estimada de 117 mil metros cúbicos de água, ou seja, 117 milhões de litros.

A companhia explica que, entre os principais tipos de fraudes contabilizadas, estão:
  • Ligações clandestinas
  • Irregularidades nos hidrômetros
  • Violação de ligações cortadas ou do lacre do medidor
  • Desvio de água antes do hidrômetro (by-pass)
As ligações clandestinas, popularmente conhecidas como “gatos”, por exemplo, ocasionam vazamentos e perdas de pressão na rede, além de poderem levar ao desabastecimento de outras residências da mesma área. Dependendo da faixa residencial, a multa para esse tipo de infração varia de R$345 a R$2.015. Indústrias podem pagar montante de R$ 6.697,50. As multas têm acréscimo de 50% em caso de reincidência.
Com os gatos e vazamentos, o Ceará perde 46% de toda a água tratada no estado.

Vazamentos
Quando uma fraude é comprovada, a Cagece interrompe o fornecimento de água no imóvel e notifica o cliente. Além da multa, ele deve pagar os custos para regularização da ligação. Se o cliente for autuado pela Polícia Civil, responde por crime de furto e está sujeito a pena de dois a oito anos de reclusão.
Em 2018, o percentual de perdas na distribuição de água foi de 45,8%. Metade dele se refere às fraudes; a outra, a vazamentos da rede. A Cagece informou que possui equipes técnicas 24 horas por dia atuando na retirada de vazamentos na Capital e na RMF. No último ano, a Companhia investiu R$ 13,1 milhões para coibir o problema.
A empresa afirmou ainda que incrementou equipes de “caça-vazamentos”, proporcionando a redução do tempo de retirada de vazamentos para 8 horas, em média, inferior ao prazo de 24 horas exigido por agências reguladoras, e lembra que a população pode realizar denúncias sobre fraudes e vazamentos por meio de aplicativo ou site.

G1 CE
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