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Ministro da Saúde faz alerta a pais sobre riscos do movimento antivacina

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reiterou nesta terça-feira (2), na Câmara dos Deputados, a importância de a população participar das campanhas de imunização. Em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família, ele alertou para pais e responsáveis os perigos do chamado movimento antivacina.
O movimento antivacina acredita que imunizantes podem causar doenças ou trazer reações adversas graves, o que é totalmente descartado pelo Ministério da Saúde.
A população brasileira tem hoje acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Nos últimos dois anos, entretanto, algumas vacinas obrigatórias para crianças tiveram cobertura abaixo da meta.

Causas da queda
De acordo com a representante do Programa Nacional de Imunizações, Franciele Fantinato, algumas possíveis causas da queda da vacinação no Brasil são o desconhecimento dos benefícios dos imunizantes, os horários das unidades básicas de saúde que são incompatíveis com as novas rotinas de trabalho, e fake news espalhadas por grupos antivacinas.
Franciele informou que o Brasil conta atualmente com mais de 36 mil salas de vacinação espalhadas pelo território nacional, que aplicam por ano 300 mil imunobiológicos. Entre eles, estão 27 vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas, que são anticorpos sintéticos.
Segundo Franciele Fantinato, o programa de vacinação atende a toda a população, sem distinção de qualquer natureza. “Nosso calendário contempla as crianças, os adolescentes, os adultos, os idosos, as gestantes e os povos indígenas”, afirmou.
“Ainda atendemos a grupos especiais pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), por meio do qual se trabalha com pessoas que vivem com HIV e em tratamento de câncer”, completou.

Surto
O deputado Pedro Westphalen (PP-RS), que solicitou a audiência, destacou que é importante acompanhar o desenvolvimento do Programa Nacional de Imunizações, ainda mais com casos isolados de doenças que podem voltar ao País, como o surto de sarampo que aconteceu neste ano.

Agência Câmara
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