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Após ação desastrosa da CGD, governador expulsa 11 agentes da Segurança Pública

O Diário Oficial do Estado do Ceará (DOE) publicou em sua edição desta quarta-feira (28), os atos de demissão de 11 servidores da Segurança Pública.  Seis inspetores da Polícia Civil, um  delegado, um escrivão, um perito criminal, além de dois agentes penitenciários,  foram expulsos de suas corporações após terem sido alvos de sindicâncias instauradas pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD). São acusados de crimes e atos indisciplinares diversos, desde extorsão, desaparecimento de dinheiro público e ausência injustificada do trabalho.
A expulsão dos 11 servidores acontece no momento em que a Controladoria Geral de Disciplina é alvo de graves denúncias de arbitrariedades, atos ilegais e operações desastrosas de seus agentes nas ruas, além de pedidos formais para a sua definitiva extinção. Os atos de demissão, assinados pelo governador Camilo Santana (PT), aconteceram nove dias após agentes da Delegacia de Assuntos Internos (DAI), da Polícia Civil, mas à serviço da CGD, terem atirado nas costas de um policial que estava sendo investigado por denúncias de extorsão. O PM ainda está hospitalizado e pode ficar paralítico para o resto de sua vida.
O que chamou a atenção dos atos de expulsão, além do fato ocorrer no momento em que a CGD é questionada como órgão disciplinar e que age como Polícia, é o fato de que todas as sindicâncias contra os 11 servidores terem sido instauradas e concluídas há anos. São procedimentos que estavam “engavetados” na própria CGD de forma inexplicável e, agora, são todos “desarquivados” e os investigados expulsos.

Expulsões
De acordo com o que foi publicado pelo DOE na sua edição desta quarta-feira (28), estão expulsos de suas instituições, “a bem do serviço público”, os seguintes servidores: Francisco José Ferreira Braúna (delegado da Polícia Civil), Jerônimo Pinheiro do Nascimento (escrivão da Polícia Civil), Antônio Damasceno Júnior (agente penitenciário), Márcio Gledson Farias Marçal (agente penitenciário), Josualdo Gomes Chaves (perito criminal), além dos seguintes inspetores da Polícia Civil: Maciel Alves de Lima, Nélson Oliveira de Araújo, Marcilho Lopes de Souza, Francisco Ari Alves de Moura, Byron de Oliveira Freire Júnior e Francisco Adriano Brito Aguiar.
As sindicâncias instauradas pela CGD se transformaram depois em Processos Administrativos Disciplinares (PADs) que resultaram na comprovação da prática de transgressões disciplinares. Os servidores demitidos, porém, poderão recorrer na Justiça contra os atos do Estado.

Fernando Ribeiro
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