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"Nós usamos ciência, não balela de Twitter", diz ex-diretor do Inpe

O ex-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) Ricardo Galvão voltou a defender os dados sobre desmatamento da Amazônia divulgados pelo instituto em debate com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Eles se encontraram anteontem no programa Painel do canal Globo News, onde trocaram acusações sobre a metodologia do instituto e o presidente Jair Bolsonaro. "O que nós usamos é publicação científica. Fui ver trabalho científico, não balela, não coisa de jornalzinho, de Twitter", disse Galvão ao ministro sobre os dados de desmatamento que foram alvos de críticas por parte Bolsonaro que os chamou de "mentirosos".
Sobre a postura do presidente frente ao seu trabalho, Galvão disse que "qualquer dirigente de um país tem que entender que, quando se trata de questões científicas, não existe autoridade acima da soberania da ciência. Nem militar, nem política, nem religiosa". O ministro rebateu dizendo que "o problema é quando a ideologia está disfarçada dentro da ciência. O que nós vemos há muito tempo é a ciência se arrogando do direito de dizer isso ou aquilo".
Ele acusou Galvão de estar sendo desrespeitoso com o presidente Bolsonaro, o que este rebateu: "Desrespeitoso foi o presidente da República com a ciência brasileira. Ele falou categoricamente que os dados do Inpe são mentirosos. Ele está acusando todos os cientistas do Inpe de terem cometido crime de falsidade ideológica". Salles voltou a manifestar a intenção do governo de contratar uma empresa privada para apurar os dados sobre desmatamento na Amazônia, o que Galvão respondeu dizendo que é preciso utilizar a "ciência brasileira" para isso e que já existem ONGs e institutos capacitados para o trabalho. O ministro chamou o ex-diretor de "ufanista" e que não se pode utilizar um sistema técnico menos avançado, segundo ele, "só porque é brasileiro". Em um momento, o ministro admitiu que o desmatamento na Amazônia vem crescendo desde 2012 e que nunca disse que os dados divulgados pelo Inpe eram manipulados, mas sim a maneira como eles foram divulgados e o "sensacionalismo" na divulgação.
Ricardo Galvão foi exonerado do cargo depois que o presidente Bolsonaro acusou o Inpe de mentir sobre os dados de desmatamento. O presidente afirmou que o instituto estaria agindo "a serviço de ONGs" e "má-fé para prejudicar o governo atual e desgastar a imagem do Brasil". O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, anunciou o militar Darcon Policarpo como substituto de Galvão na direção do Inpe no dia 5 de agosto.

Uol
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