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PSDB do Ceará quer ter candidato, mas não descarta aproximação com PDT

Com um discurso de retomada de protagonismo no cenário político, a cúpula do PSDB no Ceará aposta na pré-candidatura do ex-deputado estadual Carlos Matos à Prefeitura de Fortaleza em 2020. O presidente do partido no Estado, Luiz Pontes, por outro lado, não descarta uma aproximação com o PDT, liderado pelo grupo político de Cid, Ciro Gomes e do prefeito Roberto Cláudio, na corrida eleitoral.
Para o presidente do PSDB, no entanto, qualquer aliança que venha a ser feita pela sigla na disputa em Fortaleza deve acontecer “em cima de um projeto”. “Acho que se deve conversar com todos (os partidos), claramente. Estamos abertos para aliança. Agora, o nosso objetivo é fortalecer o Carlos Matos”, apontou. 
Acompanhado de lideranças do PSDB, na sede do partido, em Fortaleza, Luiz Pontes defendeu, ontem, que a legenda tenha um nome na disputa da Capital. O PSDB pretende lançar candidatos nos 60 maiores municípios cearenses, principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza. 
“O PSDB de Fortaleza estava afastado das ruas, estava desanimado, não acreditava no seu potencial, tanto é que nunca mais fomos protagonistas, passamos a ser coadjuvantes. Estamos andando em Fortaleza, um ano antes da eleição, querendo tornar conhecido o Carlos Matos”. O partido vem investindo em rodas de conversa e visitas em bairros na periferia da Capital. 
Apesar das apostas, partidos grandes como o PSDB trabalham com pesquisas internas, para testar a viabilidade eleitoral dos seus quadros, e não vai ser diferente com Carlos Matos. Questionado sobre o apoio que a legenda pode dar a outros nomes na disputa em Fortaleza, Luiz Pontes afirma que pode dialogar com todos, exceto com o Partido dos Trabalhadores (PT). 
O presidente estadual do PSDB não descarta apoio à candidatura do deputado federal Capitão Wagner (Pros), que já foi apoiado pela sigla tucana, em 2016, e também não fechas as portas para uma eventual aproximação com o candidato do PDT, indicado pelo grupo de Cid e Ciro Gomes e do prefeito Roberto Cláudio. 

Reaproximação
“RC sempre teve uma harmonia, podemos ter divergências ideológicas... O Cid temos divergências, agora, nada impede que amanhã... Eu não teria constrangimento nenhum de estar junto com o Roberto Cláudio. Não podemos descartar (apoio). O PSDB é oposição, mas no interior, tem algumas cidades em que o PDT apoia o PSDB”, exemplificou. 
Eventual reaproximação começou a ser especulada após a aparição do senador Tasso Jereissati, principal liderança do PSDB no Ceará, em evento da Prefeitura de Fortaleza, em julho, junto ao senador Cid Gomes, ao ex-ministro Ciro Gomes e ao governador Camilo Santana (PT). 
Para Luiz Pontes, os grupos continuam adversários, mas ele pondera o amadurecimento das lideranças em prol de um projeto político para o Estado. “Se o Tasso concordar em uma coisa com o Cid, não quer dizer que estamos abraçados, é amadurecimento político. Temos que ter muita responsabilidade para não fazer politicagem da oposição, da situação. Se eu escolher um caminho do Capitão, porque achamos que no momento o melhor nome era o dele, se for na linha do Roberto Cláudio, mas acho que o PSDB tem que ir para o segundo turno”. 

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