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Tabus e desinformação sobre depressão são mais presentes entre jovens, aponta pesquisa

Vergonha de falar sobre depressão, pouco conhecimento sobre a doença e descrença sobre a importância de tratamento. Esse é o cenário verificado principalmente entre adolescentes e jovens de 13 a 24 anos, como aponta a pesquisa do Ibope Conecta, que investiga o panorama da depressão no Brasil. O levantamento foi feito a partir de entrevistas feita com 2 mil pessoas, em Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
Conduzido pela Upjohn, divisão focada em doenças crônicas não-transmissíveis, e pela área de Medicina Interna da Pfizer, o estudo foi apresentado nesta quarta-feira, 28, em São Paulo. Com indicadores que apontam que mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a transtornos mentais, como a depressão. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é, atualmente, o país com a maior prevalência da doença da América Latina, com uma taxa superior à média mundial.
Enquanto de forma global, o número de casos de suicídio tem apresentado recidiva, no Brasil há um aumento nos registros, principalmente, na faixa de 10 a 19 anos. Dados de análise entre 2006 e 2015, estimam aumento de 24% de mortes autoinfligidas nesse segmento da população. E é, por isso, que os dados que apontam um tabu sobre o assunto entre os mais jovens é preocupante.
De acordo a diretora médica Márjori Dulcine, o levantamento concluiu que a depressão ainda é permeada por estigmas e desinformação no País, o que aprofunda a vergonha dos pacientes. Entre os jovens, falar sobre depressão na escola, em ambiente profissional e até mesmo entre familiares, causa constrangimento. Os índices indicam que 39% dos adolescentes de 13 a 17 anos dizem que não se sentiriam à vontade para dividir o problema com a família caso recebesse um diagnóstico de depressão.
Entre os jovens de 18 a 24 anos, 56% não se sentiria à vontade para contar sobre um diagnóstico no trabalho ou na escola. Num comparativo, esse percentual cai para 28% entre a população de 55 anos ou mais. Para o grupo de jovens, a principal motivação para se esconder a depressão é que os colegas poderiam não acreditar que eles estivessem realmente doentes.
Quando perguntados se acreditam que depressão é uma doença como qualquer outra e que pode ser tratada com sucesso, 26% dos entrevistados de 13 a 17 anos disseram não acreditar ou não saber. Quanto ao tratamento, o grupo entre 13 e 17 anos foi o que se apresentou mais resistente ao tratamento: 34% não tomaria antidepressivos mesmo com prescrição médica.
Apontado os fatores biológicos e genéticos como determinantes dentro do quadro multifatorial que leva à depressão e à ideação suicida, o médico Teng Chei Tung, doutor em Psiquiatria, alerta familiares para sintomas que vão além da eventual tristeza. Irritabilidade, variações de humor, insônia e distúrbios de sono, isolamentos, tristezas incapacitantes podem ser alguns dos sintomas de quadro depressivo a serem notados. "Muitas vezes, características que poderiam sugerir quadros depressivos e um risco aumentado para suicídio são confundidos com estereótipos associados a determinadas faixas etárias, como a ideia de que adolescentes são explosivos e distantes da família", indica o coordenador do serviço de inter consultas e pronto-socorro do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador da Comissão de Emergência Psiquiátrica da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Campanha
Dentro de ações do Setembro Amarelo, mês de enfrentamento ao suicídio, a Upjohn lançou a campanha "Na Direção da Vida - Depressão Sem Tabu", que, conforme explica Elizabeth Bilevicius, neurologista líder médica da Upjohn, objetiva posicionar a depressão como uma doença. "Isso encoraja o paciente a buscar por ajuda, e cria um entorno social mais empático". A campanha, assim como a pesquisa, receberam apoio da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) e do Centro de Valorização da Vida (CVVL).

Onde procurar ajuda

CVV - Centro de Valorização da Vida
Apoio emocional e prevenção do suicídio por telefone, email e chat 24 horas todos os dias
Telefone: 188 ou (85) 3257 1084

Centro de Atenção Psicossocial (Caps)

Site com endereços

Programa de Apoio à Vida (Pravida)
Projeto de extensão da UFC que presta serviço de assistência terapêutica e prevenção a pessoas que tentam suicídio.
Telefone: (85) 98400 5672
Endereço: Hospital das Clínicas - Unidade de Saúde Mental (rua Cap. Francisco Pedro, 1290 - Rodolfo Teófilo - atrás do Hemoce)

Instituto Bia Dote
Instituto com diversas ações de prevenção ao suicídio, entre elas um projeto de atendimento psicológico gratuito.
Endereço: avenida Barão de Studart, 2360 – Sl 1106 – Aldeota
Telefone: (85) 3264 2992 e 99842 0403

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