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Após ataques de facções, Camilo Santana contraria PT e pede lei antiterrorismo

Às voltas com nova onda de ataques capitaneados por facções criminosas, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), quer que a legislação antiterrorismo abarque também estes crimes. Para ele, os atos praticados no Estado pelo sétimo dia consecutivo merecem punição mais rígida, sobretudo aos que forem pegos em flagrante.

A posição, todavia, ganha resistência tanto no partido dele como nos grupos que dão sustentação ao PT, como movimentos sociais, a exemplo do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), e frentes sindicais. Apesar disso, foi a ex-presidente Dilma Rousseff quem sancionou, em 2016, uma legislação antiterrorismo. À época, inclusive, ela foi pressionada por estes setores, o que a fez vetar itens da lei. Isso porque manifestações poderiam ser associadas ao conceito de terrorismo.

"Você jogar uma bomba, jogar um coquetel molotov hoje, não tem uma pena... Tanto que, às vezes, pessoas que cometem esse crime pouco tempo depois estão soltas", disse o petista em entrevista publicada no portal de notícias UOL nesta quinta-feira, 26.

União
Como recorrentemente faz ao tratar de segurança pública, o governador também atribuiu responsabilidade à União que, na visão dele, deve guardar com mais eficácia as fronteiras. Na visão de Camilo, a questão ultrapassou o limite de competências dos estados.

Ele ainda mencionou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O ex-juiz da Lava Jato já liberou vagas em presídios federais para transferências de presos. As realocações são estratégicas no entendimento de Camilo, já que desarticulam contatos entre lideranças e faccionados que estão em liberdade.

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