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Ataques no Ceará partiram da GDE; facção criminosa está enfraquecida e sem apoio de rivais

Diferente dos ataques que ocorreram em janeiro de 2019, a série de atentados que começou no sábado, 21, é praticada por apenas uma organização criminosa: Guardiões do Estado (GDE). O POVO Online constatou a predominância da facção em todos os locais de crime que a reportagem visitou. Conforme uma fonte do serviço reservado, a organização dessas ações está com a GDE, que segue enfraquecida, sem a adesão das outras facções.
Os ataques acabaram causando um efeito contrário ao objetivo das reivindicações dos detentos, já que o titular da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Mauro Albuquerque, determinou vistorias e "endurecimento" das ações do sistema penitenciário. 
Conforme uma fonte ligada à cúpula da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), desde que o "salve" - um texto com uma série de pedidos de melhorias para as unidades prisionais e uma ameaça de ataque com explosivo - foi divulgado na sexta-feira, 23, as ações eram relacionadas apenas a GDE.
A facção protagonizou várias ações desde o começo do mês de setembro, em que tentava chamar atenção. A organização criminosa impediu que empresas de telefonia e internet realizassem manutenções em residencial localizado na Capital. As ações prejudicaram os moradores, que denunciaram o caso e passaram a receber ameaças. Ainda em Fortaleza, surgiram mensagens em muros, como na rua Péro de Góis, no Planalto Ayrton Senna, que determinavam a retirada das câmeras instaladas nas ruas, no período de 24 horas. 
No começo da semana passada, a mesma organização criminosa tentou uma movimentação em busca de mudanças no sistema penitenciário e organizou uma manifestação. A facção chegou a divulgar a venda de camisas do evento, que aconteceria no Dionísio Torres, no entanto a movimentação não teve muitos adeptos. 
Indagada se haveria a volta dos policiais da reserva, que também foi uma ação adotada em janeiro, a fonte afirmou que, por ser somente a GDE, os ataques não tomaram proporções maiores. Não é descartada a adesão de outras organizações criminosas, mas, por enquanto, a GDE segue enfraquecida, sem ajuda dos rivais, com as prisões dos envolvidos nos ataques.
Em um áudio, um integrante de organização reclama da falta de adesão dos participantes e tenta "conscientizá-los" a aderir aos ataques. Ele chega a afirmar que os mesmos criminosos que estão na rua podem passar a viver nos presídios e vão se deparar com uma série de dificuldades no sistema penitenciário. Ele relata ainda a importância de lutar pela "causa" dos detentos.

O POVO Online
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