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Audiência de conciliação entre UFC e sindicalistas termina sem acordo

Após o pedido de “reintegração de posse” da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), solicitado pelo novo reitor Cândido Albuquerque, uma audiência de conciliação foi realizada na tarde desta terça-feira (3), mas terminou sem acordo entre a instituição, sindicalistas e movimento estudantil. A reunião, mediada pela Defensoria Pública da União (DPU), começou às 14h e terminou pouco antes das 16h, no prédio da Justiça Federal. 
Na avaliação do presidente da Associação dos Docentes da UFC (Adufc), Bruno Rocha, não houve acordo em função das condições impostas durante o encontro. A ideia, ele aponta, era permitir a entrada de policiais na reitoria em caso de tumulto nas manifestações. 
“Nenhuma das partes concordou a princípio, porque a sugestão que foi dada em minuta pelo próprio juiz falava de uma restrição a área de manifestação e nós estávamos dialogando nesse sentido, mas ficou claro que o que a UFC queria era uma autorização para entrada de força policial ao campus, o que a gente não pode concordar de forma nenhuma”, reitera Bruno Rocha. 
Por falta de consenso, o sindicalista aponta que a decisão final da ação impetrada no último dia 26 de agosto por Cândido Albuquerque ficará a cargo do juiz que mediou a ação. “O juiz irá fazer a decisão e as medidas que achar corretas, mas ficou claro que só haveria medidas se houvesse algum tipo de perturbação da ordem, o que não é a intenção do movimento”. 
A solicitação foi feita a Procuradoria da Universidade contra as atividades de estudantes, professores e técnicos administrativos que utilizam os espaços para manifestar contrariedade à nomeação do reitor e para debates públicos.
Inicialmente, no dia 28 de agosto, o juiz federal George Marmelstein não concedeu o pedido liminar de reintegração de posse, recomendando a busca pelo diálogo e que os manifestantes fossem identificados na solicitação realizada. "Em situações como esta, é sempre recomendado buscar a desocupação pacífica antes de se utilizar a força pública contra os manifestantes. Para que se possa buscar a solução dialogal, as partes precisam estar devidamente identificadas nos autos, ainda que de modo difuso”, disse à época.
Assim, o procurador federal da UFC, Rodrigo Rocha Pessoa, pediu a participação da Defensoria Pública para buscar o acordo entre as partes. Na sexta-feira (30) a DPU promoveu a primeira audiência de conciliação entre juiz federal, defensores públicos, procuradores federais e representantes da UFC. Ontem (2) foi realizada uma nova reunião, a pedido do defensor público Fernando Holanda, com estudantes, professores, técnicos administrativos.

Diário do Nordeste
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