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Depressão é causa recorrente entre desaparecidos no Ceará

O que para muitos pode ser considerado “frescura”, para profissionais qualificados é problema de saúde pública. A depressão é uma das motivações mais comuns entre pessoas desaparecidas no Estado do Ceará. Inaugurada em julho de 2018, a 12ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já atuou na investigação de 626 casos ocorridos em Fortaleza e Região Metropolitana de Fortaleza, com um índice de resolução de 64,2%.
A delegada titular da 12ª Delegacia do DHPP, Arlete Silveira, explica que a condição do ente querido, muitas vezes, é desconhecida pela família que busca o DHPP. “Existem muitos casos em que a depressão é revelada após o desaparecimento. Então, o principal trabalho são as oitivas e, a partir disso, fazemos uma avaliação. Por exemplo, um caso de depressão com ideação suicida é considerado um caso de risco alto”, destaca. Segundo Arlete, todas as informações são recolhidas, como local onde foi registrado o desaparecimento, idade, foto e mais detalhes que ajudem na localização. “Junto a esses dados, vai também a avaliação do risco que aquela pessoa pode estar passando. Então tudo isso é difundido, via Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), para os demais atores, como a Polícia Militar do Ceará e a Guarda Municipal de Fortaleza”, afirma.
De acordo com o ranking da SSPDS, entre as motivações de desaparecimentos aparecem ainda problemas amorosos (7,7%), conflito entre grupos criminosos (6,5%) e ameaças (4,4%). Para a classificação de cada tipo de desaparecimento, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio da 12ª delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), realiza entrevistas com parentes, que objetivam identificar o perfil individual, familiar, comunitário e institucional do desaparecido. Um dos pontos prioritários é identificar a situação da saúde mental da pessoa procurada, avaliando o riscos reais.
“Estamos construindo, junto à Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública da Secretaria da Segurança, um sistema de avaliação de riscos. Porque diante do desaparecimento, nós avaliaremos o risco que aquela pessoa corre, a partir de critérios e indicadores, como a depressão e a ideação suicida, até para sabermos qual será a abordagem para aquele caso”, explica Arlete Silveira, da delegacia especializada.

Diário do Nordeste
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