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Milhares de famílias cearenses sofrem sem a entrega de correspondências

Mesmo com a diversidade de opções de comunicação, principalmente com a chegada da tecnologia digital, o serviço postal, prestado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), ainda é uma necessidade básica. No entanto, apesar da Constituição Federal assegurar a entrega postal a todos os brasileiros, milhares de cearenses não dispõem do serviço.

Pelo menos 10 mil famílias no Estado não contam com serviço postal dos Correios. A maioria dos bairros sem assistência ficam na periferia e por não contar com endereço postal, as encomendas e as mercadorias são retiradas por parentes ou amigos. A irregularidade nas entregas também já acarretaram em prejuízos financeiros, segundo moradores, com pagamento de multas e de juros, decorrentes de atrasos no pagamento de boletos.

Para atender às localidades, a ECT explica que elas devem estar em conformidade com todas as prerrogativas da Portaria Interministerial 4.474/2018, dentre as quais, oferecer condições de acesso e de segurança ao empregado postal e dispor de placas identificadoras instaladas pelo órgão municipal constando rua e numeração ordenada.

O especialista em urbanização Félix Oliveira e Silva explica que muitas cidades "cresceram perifericamente" e de forma desordenada. Ele avalia que a responsabilidade na ausência da entrega de correspondências não é exclusiva da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Ela seria "compartilhada com os gestores municipais" que protelam a identificação das ruas em novos bairros.

Para se ter uma ideia do crescimento de novas localidades, entre 2017 e 2018, o Ceará ganhou 110 mil novas moradias, um crescimento de 3,7%, segundo o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
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