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Ceará é o Estado que mais fechou lojas do varejo no 1º semestre

O Ceará foi o Estado brasileiro que mais fechou lojas do varejo com vínculo empregatício no primeiro semestre de 2019. De janeiro a junho, o setor perdeu 313 estabelecimentos, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

O economista da entidade, Fábio Bentes, aponta que o saldo negativo está relacionado aos resultados locais ruins de venda do varejo nos primeiros seis meses do ano, mas que não deve ser uma tendência para o restante do ano.

Já o saldo em todo o Brasil, de janeiro a junho, foi positivo com 3.328 estabelecimentos criados. “Esse fechamento no Ceará é muito fácil de ser associado ao comportamento do varejo. Enquanto no País as vendas do setor de janeiro a julho cresceram 1,2% (segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), no Ceará, encolheram 1,1%”, destaca o economista. 

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), Cid Alves, o desemprego causado pelo saldo negativo só não foi maior por conta do equilíbrio das contas do Estado e do Município. “Isso gerou uma segurança para servidores públicos e suas famílias, por exemplo, evitando que a queda no consumo tenha sido ainda maior”, avalia.

Ele pontua que o fechamento de lojas foi puxado pelo setor de confecções, que tem sofrido com os efeitos de alguns casos de concorrência desleal no setor. “O Ceará sempre teve um polo de confecções muito pujante, mas vem sofrendo com alguns fatos que interferiram na condução desses negócios. Toda a cadeia produtiva foi afetada, por isso o impacto foi tão representativo. Só não foi pior pelo equilíbrio”, ressalta Alves.

Na avaliação do economista da CNC, Fabio Bentes, a perda de lojas no varejo cearense não deve ser uma tendência para o restante do ano. “O Estado vinha reduzindo seu saldo negativo ao longo dos semestres. Além disso, teremos liberação de recursos para consumo, como o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), 13º salário e PIS/Pasep. Isso deve fazer não que lojas sejam abertas, mas que algumas adiem o plano de fechamento por conta de um segundo semestre melhor. Então, o saldo do Ceará pode ser positivo, sim, no segundo semestre do ano”, estima Bentes.

Diário do Nordeste
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