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Justiça inocenta empresários acusados de golpe milionário em financiamentos na Caixa

Três empresários cearenses foram absolvidos pela Justiça Federal no processo que apurou uma fraude milionária nos cofres da Caixa Econômica Federal no Ceará.  O golpe foi investigado pela Polícia Federal através da “Operação Fidúcia” e, conforme os cálculos  das autoridades, a falcatrua pode ter chegado de R$ 20 milhões a R$ 100 milhões, através de financiamentos e empréstimos fraudulentos.

Em sentença prolatada nesta semana, o juiz de Direito, Francisco Luís Rios Alves, da 32ª Vara  Criminal da Justiça Federal no Ceará, absolveu os empresários Egberto Bossardi Frota Carneiro, William Bezerra Segundo e Flávio Benevides Bonfim da acusação de crimes como corrupção ativa, fraude na obtenção de financiamentos, estelionato majorado (repetido várias vezes), lavagem de dinheiro, uso de documento falso e participação em organização criminosa.

Na sentença, o juiz ressaltou que não houve comprovação dos crimes e, além de absolver os réus, determinou que os bens deles que haviam sido sequestrados sejam devolvidos, entre eles, automóveis importados, de luxo.  O Ministério Público Federal informou  que, dentro do prazo estabelecido em lei, está analisando o processo e  vai decidir se recorrer ou não contra a absolvição dos três empresários.

 Neste mesmo processo, outros 12 réus já haviam sido também absolvidos, totalizando, até agora, 15 inocentados. Outros cinco foram condenados, entre eles, o homem apontado como chefe da organização criminosa. Trata-se de Ricardo Alves Carneiro, que foi sentenciado a 29 anos de prisão. Também foi condenado o irmão dele, Diego Pinheiro Carneiro, que recebeu uma pena de oito anos de prisão.  Outro condenado foi o ex-gerente da Caixa Econômica Federal, Israel Batista Ribeiro Júnior, que vai cumprir pena de 12 anos de cadeia.

A defesa dos três empresários comemorou a decisão da Justiça em absolver os empresários. “Nem sempre os alvos das operações que são expostos aos holofotes são condenados após o exercício do contraditório”, disse o criminalista Leandro Vasques, que promoveu a defesa dos réus juntamente com os também advogados Holanda Segundo e Afonso Belarmino.

Fernando Ribeiro
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