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Deputados reclamam de assédio do PSD a prefeitos e falam de suposta “venda” de emendas

Deputados de partidos da base do Governo do Estado escancararam, nesta quinta-feira, na Assembleia Legislativa, o incômodo com a ofensiva do PSD, comandado pelo ex-vice-governador Domingos Filho, sobre municípios cearenses. Parlamentares do MDB, Solidariedade e PDT denunciaram "assédio" a prefeitos aliados e a suposta negociação de liberação de emendas parlamentares da União para os municípios deles, em troca da filiação deles ao PSD. Domingos Filho, no entanto, nega cooptação e rebate: "o que incomoda é porque estavam no poder e agora nem têm".

Lideranças partidárias afirmam que o PSD pratica "perseguição", ao invadir suas bases eleitorais. Domingos Filho, que ainda é conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE), tem feito filiações em massa, a maioria de prefeitos do MDB e do Solidariedade, liderados pelo ex-senador Eunício Oliveira e pelo deputado federal Genecias Noronha, respectivamente.

A troca de acusações chegou à Assembleia Legislativa, nessa quinta-feira (31), e dominou boa parte da sessão. O deputado Audic Mota (PSD), um dos adversários ferrenhos do grupo político de Domingos Filho na região dos Inhamúns, puxou o assunto na tribuna. Ele defendeu que o debate precisava ser feito na Casa, porque envolveria dinheiro público.

"Estamos diante do uso de uma oportunidade que foi dada, de uma relatoria geral da União. Um cargo que há vários anos não teve um cearense, que estamos usando de maneira travessa, para alimentar um projeto político que mais parece uma bolsa de assopro que não resiste a um alfinete", comparou o deputado.

Danniel Oliveira (MDB) aparteou a fala do correligionário e, mais uma vez, acusou Domingos Filho de ingratidão. "Existem dois tipos de pessoa: o grato e o Domingos Filho. Por quê? Ele iniciou a vida política agarrado nas saias do senador Eunício Oliveira, buscando através do senador chegar onde chegou. Quis ser o candidato ao Governo (do Estado), só que não tem a confiança de ninguém", atacou.

Tin Gomes (PDT) também apontou, durante as discussões em plenário, assédio ao seu partido, comandado no Estado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes. "Estive em Irauçuba, como também em Tururu, e é um problema sério. Não sei a gravidade das emendas, mas sei que existe assédio para que prefeitos possam mudar de partido. Infelizmente, trata-se dos próprios aliados querendo passar por cima dos aliados. Não concordo com isso, não vou me calar", frisou.

Na última reunião da bancada federal cearense, em Brasília, houve uma declaração dada pelo senador Cid Gomes, de que, se ele soubesse de algum deputado que estivesse "vendendo" emenda, denunciaria. Membros da base governista entenderam essa afirmação como um recado.

Diário do Nordeste
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