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Bolsonaro não cumpre promessas e enfraquece Bolsa Família para 2020

O governo de Jair Bolsonaro apresentou, em documento enviado à Câmara, a previsão de gastos com o Bolsa Família em 2020. A projeção indica que não haverá inclusão de novas famílias beneficiárias, nem tampouco o pagamento do 13º salário, promessa de campanha do presidente que será cumprida somente neste ano.

O projeto de Orçamento elaborado pela equipe econômica chefiada por Paulo Guedes reservou R$ 29,5 bilhões para o programa social no ano que vem, valor inferior aos R$ 32 bilhões investidos no primeiro de governo Bolsonaro. A expectativa é que 13,2 milhões de famílias sejam atendidas pelo Bolsa Família em 2020.

A cobertura do programa social, que não será ampliada, deve ser a mesma da registrada em novembro, após uma série de cortes do governo. Segundo o ministério da Cidadania, a cobertura deve ser compatível com o Orçamento . Osmar Terra, chefe da pasta, pontua que o número de beneficiários é dinâmico, já que "Todo dia entra e sai gente" do Bolsa Família.

De acordo com dados obtidos pela Folha de S.Paulo, o ingresso de novos beneficiários atingiu os menores patamares da história no governo Bolsonaro, caindo de cerca de 200 mil famílias por mês para 2.500 em junho, mantendo-se abaixo de 10 mil desde então. Ainda de acordo com o jornal, o governo passou a barrar, em outubro, novos ingressantes por falta de recursos. O valor médio referente ao benefício do mês de novembro é de R$ 191,08.

Criado em 2004, o Bolsa Família atende famílias pessoas extremamente vulneráveis, que se encontram em situação de extrema pobreza , com renda mensal per capita de até R$ 89, e pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 por mês.

Brasil Econômico
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