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Sucateamento leva UVA a declarar estado de greve

Agora é oficial. As três universidades estaduais do Ceará estão em estado de greve. A última instituição a aderir foi a UVA, decisão tomada durante assembleia de docentes realizada na quinta-feira. Na ocasião, membros do SindiUVA e do Diretório Central dos Estudantes da UVA – DCE explicaram os motivos que levaram à decisão e a diferença entre greve e estado de greve.

“Diferente da greve, que é um direito previsto no art. 9º. da Constituição Federal de 1988, regulamentado pela lei federal nº. 7.783/1989, o estado de greve é um momento de mobilização, construção de atividades em defesa de nossas universidades estaduais, dos serviços públicos e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. É um canal de alerta para que o governo abra um canal de diálogo com as entidades para que seja evitada a situação de greve”, explica o vice-presidente do SindiUVA, Joannes Paulus Silva Forte.

Componentes do Fórum das Três, as universidades estaduais decidiram pelo estado de greve motivadas pelo descaso do governo do estado em relação às universidades, desrespeitando inclusive a constituição do Ceará, segundo a qual 5% dos recursos da educação devem ser destinados às universidades estaduais (artigo 216), sendo que nos últimos anos os repasses chegaram, em média, a apenas 2,31%, e dos 2% da receita corrente líquida que deveriam.

No caso específico da UVA, é notória a falta de conservação da infraestrutura dos campi, que necessitam de reformas urgentes para garantir a segurança de estudantes e servidores. Além disso, há o caso do prédio da Betânia, que havia sido desapropriado pelo Decreto de Declaração de Utilidade Pública em setembro de 2019, mas que sem justificativa, foi revogado em novembro pelo governador Camilo Santana.

Sobral Online
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