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Agentes da Segurança fazem protesto na Assembleia contra proposta salarial do governo

Fernando Ribeiro

Cerca de três mil pessoas, entre agentes da Segurança Pública e familiares, ocupam parte da Avenida Desembargador Moreira e as dependências da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, no bairro Dionísio Torres, nesta Capital, desde o começo da manhã desta quinta-feira (6). A movimentação é um ato de protesto  contra a proposta de reajuste salarial anunciada pelo governo para policiais civis e militares, bombeiros militares, peritos criminais e auxiliares.

A manifestação está sendo organizada pelas associações de policiais e bombeiros e conta com a presença de dezenas de agentes que vieram de várias regiões do interior, como Juazeiro, Crato, Barbalha, Canindé, Jaguaribe e outros municípios cearenses.

À paisana e usando, a maioria, camisetas brancas, portando faixas e cartazes, os militares fazem o segundo protesto, neste ano, na Assembleia. Eles querem do governo uma nova proposta salarial que, verdadeiramente, corrija a defasagem salarial da tropa, que não tem aumento há quatro anos.


Na última sexta-feira (31), o  governo anunciou oficialmente e encaminhou para a Assembleia Legislativa um conjunto de leis que batizou de “Pacote de Valorização dos Servidores da Segurança Pública”, onde está previsto um reajuste de salários parcelado em quatro vezes, que deverá ser concluído em dezembro de 2022.

A proposta foi rejeitada pela categoria, especialmente a formada pelas praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes) da PM e do Corpo de Bombeiros. Contudo, nesta quinta-feira, a Associação dos Oficiais Militares do Estado do Ceará também aderiu ao movimento e publico uma nota oficial repudiando o teor do “pacote”.
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