Argentina pede apoio do Brasil para renegociar dívida com FMI

Argentina pede apoio do Brasil para renegociar dívida com FMI

Pedro Peduzzi da Agência Brasil

A Argentina quer o apoio do Brasil para renegociar sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), disse hoje (12) o ministro de Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto da Argentina, Felipe Solá, durante encontro com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, no Palácio do Itamaraty. Na oportunidade, o ministro argentino classificou a viagem ao Brasil como um “marco de aproximação e amizade”, apesar de ter sido adiada “por outros fatores”.

Segundo Solá, a Argentina vive uma “situação difícil”, com graves problemas de demanda interna e externa, queda no superavit e uma “dívida externa absurda” que teria por base um “sistema cambial irresponsável”. Além disso, acrescentou, o país vizinho vive “uma inflação altíssima, com cifras astronômicas, se comparadas às do Brasil”. Para ele, essa situação precisa ser encarada “sem artifícios mágicos”.

Diante desse cenário, a Argentina tem buscado renegociar a dívida que tem com o FMI. “Já fizemos visitas, na busca de apoio de países europeus. Pedimos também ao governo brasileiro que nos apoie nessa questão com o FMI, de forma a darmos o primeiro passo para um acordo. Queremos tempo para podermos crescer e pagar nossas dívidas”, disse o argentino.

Solá acrescentou que seu país tem atuado fortemente para superar pendências que tem na área agrícola e sanitária, visando à superação de barreiras comerciais.

De acordo com Araújo, Brasil e Argentina se reunirão com representantes de outros países no Canadá na semana que vem, para discutir como contribuir para a redemocratização da Venezuela. “Na nossa conversa, falamos de nossa preocupação e empenho pela democracia. Temos aspiração democrática fundacional em nosso bloco. Nesse sentido decidimos contribuir para a transição democrática da Venezuela”, afirmou Araújo.