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Estrago e risco de morte: quase 7 em cada 10 pessoas acreditam em informações falsas sobre vacina

Os números de uma Pesquisa da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), revelados, apresentados, nesta terça-feira, à CPI Mista das Fake News, revelam que 67% dos brasileiros acreditam em alguma informação falsa sobre a eficácia e os efeitos das vacinas.

Os dados foram coletados em setembro de 2019 e geram preocupação as autoridades da área de saúde e retratam o risco de morte para crianças e adolescentes que deixam de receber imunização contra muitas doenças como, por exemplo, o sarampo. As informações falsas são apontadas como o principal motivo que leva os brasileiros a evitarem a vacinação, acima de fatores como o esquecimento ou mesmo a falta da medicação nos postos de saúde.

De acordo com a pesquisa, mais de 21 milhões de pessoas (13% da população maior de 16 anos) haviam deixado de se vacinar ou de vacinar seus dependentes. A pesquisa foi feita pelo Ibope a pedido da SBIm e ouviu 2.002 pessoas, nas cinco regiões do país, ao longo de quatro dias. Todos os entrevistados eram maiores de 16 anos.

Segundo os dados apresentados à CPI das Fake News, entre as falsificações mais difundidas estão afirmações de que vacinas causariam autismo, conteriam grandes quantidades de mercúrio, teriam menos eficiência do que produtos naturais ou seriam uma imposição do governo para controlar a população.

A pesquisa apontou, também, que pessoas que obtêm suas informações sobre vacinas e medicina por meio das redes sociais, de conversas com amigos e parentes ou de grupos religiosos ficam mais expostas a conteúdos falsos: 72% dos entrevistados que já receberam mensagens negativas sobre vacinação pelas redes sociais se declararam inseguros quanto à prática, contra 27% dos que nunca receberam.

Com informações da Agência Senado
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