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Homicídios “explodem” no Ceará com a greve da PM e SSPDS não vai mais divulgar os números

Fernando Ribeiro

Enquanto o governo local aguarda uma definição do governo federal sobre o pedido de prorrogação do decreto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que permite a presença das Forças Armadas no estado, a violência armada continua a causar mortos. Ao menos, 21 pessoas foram assassinadas no Ceará nas últimas 24 horas. Diante do alto índice criminal, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social  (SSPDS) decidiu, ontem (26), suspender a divulgação para a Imprensa os números de assassinatos no estado durante a greve de PMs.

Contudo, entre a madrugada de quarta-feira de Cinzas e a manhã desta quinta-feira (27), foram registrados 21  mortes no Ceará, sendo sete homicídios na Capital, seis na Região Metropolitana de Fortaleza e mais oito casos no Interior.

Os sete crimes em Fortaleza aconteceram nos bairros Jóquei Clube, Novo Mondubim, Carlito Pamplona, Serrinha, Parque São Vicente (Grande Bom Jardim), José Walter e Lagoa Redonda. Na Região Metropolitana, seis assassinatos aconteceram em Maracanaú (Conjunto Jardim Bandeirantes), Caucaia (dois casos), Paracuru, Guaiúba (no Distrito de São Jerônimo) e Aquiraz (Novo Iguape).

No interior do estado, oito homicídios ocorreram  nos Municípios de Juazeiro do Norte (cinco casos, incluindo um feminicídio), Iguatu, Limoeiro do Norte e Quixadá.

Os seguidos assassinatos no Ceará, desde o início da greve dos policiais militares (na tarde do último dia 18), provocaram uma “explosão” nos índices dos Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs). Entre os dias 1º e 26 de fevereiro o estado já contabilizou 325 assassinatos.
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