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"O que aconteceu com minha filha pode acontecer com qualquer filho", alerta pai de menina que morreu, após bater a cabeça em brincadeira

Os pais da estudante Emanuele Medeiros tentam lidar com a saudade causada pela perda da jovem em novembro do ano passado. Ela morreu depois de participar de uma brincadeira em uma escola em Mossoró, Rio Grande do Norte, e bater a cabeça no chão. Em entrevista divulgada pelo portal G1, eles contam a dor de viver sem a filha e alertam outros pais sobre os riscos de brincadeiras como a que vitimou a jovem.

Popularizada em vídeos na internet no final do ano passado, a "roleta humana" consiste em duas pessoas tentando girar outra pessoa, que tenta realizar uma cambalhota. Entretanto, ao tentar, Emanuele bateu a cabeça no chão e teve traumatismo craniano. A estudante chegou a ser socorrida, mas teve morte confirmada três dias depois.

Emanuele Medeiros tinha 16 anos de idade e estava terminando o 9º na Escola Municipal Antônio Fagundes, em Mossoró, no Rio grande do Norte. Ela ia iniciar o 1° do ensino médio e já comentava que gostaria de ser enfermeira.

“Peço aos diretores e professores que tenham atenção com esse tipo de brincadeira. Quero alertar também a cada pai que converse com os seus filhos. O que aconteceu com minha filha pode acontecer com qualquer filho”, alerta Manoel da Costa.

Nas últimas semanas, uma nova brincadeira surgiu em diversos vídeos compartilhados por jovens nas redes sociais. Dessa vez, conhecida como "desafio da rasteira" ou "desafio quebra-cranio", o jogo é feito por três pessoas, uma delas pula e, após ter seus pés chutados por outras duas pessoas, ela cai no chão de costas.

A Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN) publicou nota repudiando e alertando sobre os perigos do desafio. “Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico - TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito”, afirmou em nota.

O POVO Online
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