As 15 maiores epidemias e pandemias da história

As 15 maiores epidemias e pandemias da história

A pandemia do Covid-19 está longe de ser a primeira na história. Os flagelos do passado que marcaram as sociedades ocorreram em contextos diferentes. Hoje, a medicina dispõe de medicamentos, vacinas e tratamentos eficientes além do trabalho incessante de laboratórios e pesquisadores em todo mundo. Apesar de todo esse esforço, o risco de infecção não desapareceu e ainda ronda a humanidade. 

Epidemias e pandemias questionam uma sociedade inteira em suas representações, em sua capacidade de enfrentar uma ameaça infecciosa, de se relacionar socialmente, de manter sua fé religiosa e até na sua confiança nas ações políticas e nos diferentes meios de comunicação. Como lembra La Fontaine, referindo-se a uma epidemia, “nem todos morreram, mas todos foram atingidos”. 

As 15 maiores epidemias e pandemias da História Da Antiguidade até os tempos de hoje, as epidemias e pandemias foram tão comuns na história da humanidade quanto as guerras e os conflitos políticos. 

1. A praga de Atenas 429-326 a.C.
A doença apresentava sintomas como febre, inflamação dos olhos, pústulas e úlceras no corpo, sede extrema, diarreia, vômito, tosse e espirros.  A doença matou cerca de 25% da população, entre 70 mil e 75 mil pessoas (outras fontes falam em 100 mil vítimas), entre elas, Péricles, o célebre magistrato ateniense.

2. Peste de Antonino, 165-180 
A praga Antonina foi uma pandemia que atingiu o Império Romano de 165 a 180 d.C., no reinado de Marco Aurélio que acabou sendo vitimado por ela. Estima-se que tenha matado entre 5 e 10 milhões de pessoas. Os estudiosos suspeitam que tenha sido varíola ou sarampo.

3. Peste de Justiniano, 541-544 
A peste foi uma pandemia que atingiu o Império Bizantino, especialmente sua capital, Constantinopla, e as cidades portuárias em todo mar Mediterrâneo, resultando na morte de cerca de 25 a 50 milhões de pessoas.

4. Peste Negra, 1346-1353 
A mais famosa pandemia da Europa medieval, foi causada pela bactéria Yersinia pestis que cresce no sangue de ratos. É disseminada pelas pulgas do rato que picam as pessoas e pelo contágio entre seres humanos. A doença rapidamente se espalhou pela Europa matando cerca de 20 a 25 milhões de pessoas.

5. Epidemia de Cocoliztli, México, 1545-1548 e 1576-1580 
Chamada pelos astecas de cocoliztli, (“doença” em nahuatl) foi uma epidemia caracterizada por febre alta e sangramento. Teve efeitos devastadores na demografia da região, principalmente para os povos nativos. O surto de 1545-1548 matou entre 5 a 15 milhões de pessoas (80% da população) e o de 1576-1580, outras 2 a 2,5 milhões de pessoas (50% da população).

6. Grande Praga de Milão, 1629-1631 
A Grande Praga de Milão foi uma série de surtos de peste bubônica que atingiu as cidades do norte da Itália. Milão sofreu aproximadamente 60 mil mortes em uma população total de 130 mil.

7. A Grande Praga de Londres, 1664-1665 
Foi a última grande epidemia de peste bubônica a ocorrer na Inglaterra. A Grande Praga matou cerca de 100 mil pessoas, quase um quarto da população de Londres.

8. Grande Praga de Marselha, 1720-1722
Em dois anos, a peste matou 100 mil pessoas, sendo metade na cidade de Marselha e outra metade nas cidades vizinhas. Foi a última epidemia de peste bubônica na Europa.

9. As 7 pandemias de cólera, século XIX
A primeira pandemia (1816-1826) começou em Calcutá, na Índia e se espalhou por todo o sudeste da Ásia até o Oriente Médio, leste da África e costa do Mediterrâneo. Matou centenas de milhares de pessoas incluindo soldados e funcionários britânicos .
A segunda pandemia de cólera (1829-1851) disseminou-se da Índia para a Ásia. Espalhou-se na Rússia durante a invasão de Moscou em 1830. Um relatório apontou 250 mil  casos de cólera e 100 mil mortes na Rússia. 
A terceira pandemia de cólera (1852-1860) fez praticamente o mesmo percurso matando 1 milhão de pessoas só na Rússia. 

10. A pandemia “Gripe Espanhola”, 1918-1920 
Foi uma pandemia causada pelo vírus da gripe H1N1, invulgarmente mortal que infectou e matou milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente adultos jovens, tornando-se uma das pandemias mais mortais da história da humanidade.

11. Gripe Asiática (vírus H2N2), 1957-1958 
Foi a segunda pior pandemia do século XX, depois da “gripe espanhola”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2 milhões de pessoas foram vítimas da gripe asiática. Uma vacina foi desenvolvida em 1957 para conter o surto da gripe.

12. Gripe de Hong Kong (vírus H3N2), 1968-1970 
A cepa da gripe asiática evoluiu para o H3N2 que causou uma pandemia mais leve, a gripe de Hong Kong de 1968 a 1969. O primeiro registro do surto em Hong Kong apareceu em 13 de julho de 1968 e, em alguns meses, matou 750 mil pessoas. Estima-se que tenha matado 1 milhão de pessoas. 

13. Epidemia de Ebola, 2007 e 2013-2016 
A doença do vírus Ebola, também conhecida como febre hemorrágica do Ebola. Acredita-se que os morcegos sejam os portadores, capaz de espalhar o vírus sem serem afetados por eles. O maior surto até o momento foi a epidemia da África Ocidental, entre dezembro de 2013 e janeiro de 2016, com 28.646 casos e 11.323 óbitos. 

14. A pandemia do HIV / AIDS, 1981 até hoje
A AIDS é uma doença infecto-contagiosa que leva à perda progressiva da imunidade do corpo humano. O vírus HIV é transmitido através de relações sexuais sem o uso de preservativo, pelo contato com sangue infectado e de forma vertical, isto é, a mulher infectada para o filho durante a gravidez, parto ou amamentação.
Desde a sua descoberta na década de 1980, a AIDS causou a morte de aproximadamente 30 milhões de pessoas (até 2009). Depois do pico em 2004, com 1,7 milhão de mortes, a doença reduziu o número de mortes para 1,2 milhão em 2010, e 770 mil em 2018 (dados da Unaids).

15. Pandemia de Coronavirus SARS, 2002-2004
O surto de SARS (sigla em inglês de síndrome respiratória aguda) de 2002-2004 teve origem na província de Guangdong, na China, na fronteira com Hong Kong, em novembro de 2002.
A SARS é causada pelo coronavírus SARS-CoV, identificado pelo médico e microbiologista italiano Carlo Urbani, da organização Médicos Sem Fronteira. Ele mesmo contraiu a doença vindo a falecer em 29 de março de 2003, após dezenove dias de isolamento. A pandemia atingiu além da China, Hong Kong, Taiwan, Cingapura, Vietnã, Filipinas, Canadá, Estados Unidos e, com menor incidência Alemanha, França, Suécia, Reino Unido, Itália, Suíça, Austrália e Nova Zelândia.

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