Atraso no pagamento do seguro-defeso prejudica pescadores cearenses

Atraso no pagamento do seguro-defeso prejudica pescadores cearenses

O defeso da lagosta, medida protetiva que impede a pesca no período de dezembro a maio a cada ano, deixa sem trabalho cerca de oito mil pescadores artesanais no litoral cearense. Para suprir a falta de renda neste período, o Governo Federal disponibiliza o seguro-defeso, recurso pago em cinco parcelas no valor de um salário mínimo cada. No entanto, a liberação do recurso que deveria iniciar em janeiro, ainda não começou.

A demora no pagamento traz consequências graves para as famílias dos pescadores. O atraso se deve à morosidade na análise dos processos por parte do Instituto Nacional do Seguro Social, com poucos profissionais. O INSS explicou, por nota, que não há servidores exclusivos para o seguro-defeso e o pior, não há prazo para o início do pagamento.

Prestes a entrarem no quarto mês sem pagamento, os pescadores contabilizam os prejuízos e estão sobrevivendo de doações. "Estamos devendo as mercearias, está tudo atrasado, e os comerciantes não querem mais vender pra gente. Como faremos?", questionam.