Ceará e Fortaleza mantêm equilíbrio na crise

Ceará e Fortaleza mantêm equilíbrio na crise

O cenário mundial é de incerteza com a pandemia do novo coronavírus. Campeonatos interrompidos, salários atrasados e um impasse econômico no maior esporte brasileiro. No entanto, o contexto serve também para que se destaquem as gestões responsáveis, trunfo de Ceará e Fortaleza. No momento de crise, os representantes alencarinos na elite do futebol nacional contam com o equilíbrio para manter uma situação estável.

Os clubes atravessam a paralisação do calendário com cautela e, sim, se consolidam como sinônimos de administrações sustentáveis no futebol nacional. Reflexos de duas diretorias que priorizaram a quitação das dívidas do passado para pavimentar o presente e logo projetar um futuro longevo na Série A do Campeonato Brasileiro.

Com as principais receitas suspensas pela ausência dos jogos - como a bilheteria - a possibilidade de colapso econômico assusta os gigantes da elite nacional, que terão que tomar medidas mais drásticas. Afinal, o cenário é difícil para qualquer empresa, e também para os clubes de futebol. Guarany de Sobral, por exemplo, já rescindiu com todos os atletas. Mas isso não é algo cogitado no Pici e nem em Porangabuçu.

A ideia dos dois é de preservar o quadro de funcionários nos próximos meses. A informação é positiva. Juntos, Ceará e Fortaleza somam quase 600 funcionários. São precisamente 587 pessoas empregadas pelos clubes: 267 no Alvinegro e 320 no Tricolor.

 Alexandre Mota e André Almeida