Ciro Gomes defende prisão para quem descumprir isolamento no Ceará

Ciro Gomes defende prisão para quem descumprir isolamento no Ceará

O ex-ministro Ciro Gomes, defendeu a prisão para cidadãos que não cumprirem determinações para o isolamento social no Ceará – até mesmo padres e pastores. A declaração foi dada em live no último sábado (28) que discutia a crise da covid-19.

“O Brasil está vacilando. Estamos desorientados [sic]. Imagina, pelo amor de Deus, burgueses brasileiros fazerem carreata na rua, dentro de carrão de luxo, com ar condicionado, com máscara, para pedir que o povo vá para dentro de ônibus, para estações de metrô e de trem, ficarem 1 empurrando o outro para poder ir trabalhar numa situação dessa”, criticou Ciro.

“Esses camaradas precisam ser presos, que é o que nós vamos fazer aqui no Ceará. Aqui no Ceará, já inclusive com ordem do Ministério Público, quem fizer carreata fazendo esse tipo de exposição do povo à morte vai para a cadeia, como também pastores, padres ou seja quem for”, continuou.

Ciro fez referência ao decreto estadual 30.519 (389 KB), assinado pelo governador Camilo Santana (PT) e publicado no Diário Oficial do Estado em 19 de março. Com o avanço do novo coronavírus no Ceará, o prazo de vigência da ordem foi prorrogado para até a próxima segunda (06). O documento segue recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e da Secretaria de Saúde do Estado.

Ainda na live, Ciro também criticou o presidente Jair Bolsonaro por suas manifestações contrárias à quarentena horizontal e a paralisação das atividades econômicas. “O mundo está chocado. […] Nós vamos ter que levar o Bolsonaro a responder pelo que está fazendo no Tribunal de Haia”, disse o ex-presidenciável, que disse ver nos atos do atual chefe do Executivo crime contra a humanidade.

Economia x Saúde
“A brincadeira é que é falsa a discussão entre economia e saúde. Por quê? Porque, se a única solução para conter velocidade genocida assassina do coronavírus é o isolamento radical, então o Brasil precisa pagar para as pessoas ficar em casa”, defende o ex-ministro, numa referência ao chamado coronavoucher, que viabiliza o pagamento emergencial de R$ 600 a R$ 1.200 para trabalhadores autônomos, informais e desempregados. A medida provisória que institui o pagamento tramita no Senado.

Poder 360