Ex-presidente da CBF retorna ao Brasil após quase cinco anos preso

Ex-presidente da CBF retorna ao Brasil após quase cinco anos preso

Após conseguir na Justiça dos Estados Unidos o direito à liberdade antes do cumprimento total da pena de quatro anos a que fora condenado, o ex-presidente da CBF José Maria Marin aguarda os últimos trâmites burocráticos para deixar a prisão e pegar o primeiro voo disponível rumo ao Brasil, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Aos 87 anos e com a saúde debilitada, o ex-dirigente está detido em uma penitenciária federal de segurança baixa em Allenwood, no interior do estado da Pensilvânia, e na última segunda-feira viu a juíza Pamela K. Chen acatar pedido de soltura feito pelos seus advogados em meio à pandemia do novo coronavírus.

De volta ao Brasil, o Estado apurou que Marin vai morar com a mulher, Neusa, em um apartamento no bairro de Cerqueira César, na zona de sul de São Paulo. O imóvel tem cerca de 140 metros quadrados.

Entre os motivos listados pela juíza Pamela K. Chen para aceitar que Marin saísse da cadeia agora estão a sua "idade avançada, saúde significativamente deteriorada, risco de graves consequências para a saúde devido ao atual surto de covid-19, status de crime não violento e cumprimento de 80% de sua sentença original".

Marin deixará a prisão dois anos e quatro meses depois de ter sido condenado pelos crimes de organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro cometidos no período em que presidiu a CBF. Antes, em 2015, ele já havia ficado detido na Suíça e em prisão domiciliar em Nova York acusado de ter recebido U$ 6,5 milhões (mais de R$ 32 milhões pelo câmbio atual) de propina para assinar contratos de direitos comerciais da Copa Libertadores, Copa do Brasil e Copa América.

A Justiça dos Estados Unidos condenou Marin a pagar US$ 1,2 milhão (R$ 6 milhões) e confiscou mais US$ 3,3 milhões (R$ 16 milhões) do brasileiro. Já a Fifa baniu Marin do futebol e ainda aplicou multa de 1 milhão de francos suíços (R$ 5,4 milhões).

Estadão Conteúdo