Alcolumbre: professores e policiais legislativos sem reajustes até 2021

Alcolumbre: professores e policiais legislativos sem reajustes até 2021

Parecer do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), incluiu os professores e os policiais legislativos no grupo de servidores que não poderão ter reajustes até o fim de 2021, mas "salvou" outras categorias do congelamento. Ele manteve entre as carreiras poupadas do congelamento militares das Forças Armadas, agentes da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, de assistência social, além dos profissionais da saúde que atuam no combate à covid-19.

Ele pretende colocar em votação ainda nesta quarta-feira, 6, o projeto de auxílio emergencial aos Estados e municípios, informou a sua assessoria de imprensa. Relator do projeto, Alcolumbre já divulgou o seu parecer em relação às mudanças introduzidas ao texto aprovado na Câmara.

"Acatar essas exceções enfraqueceria o esforço fiscal dos entes públicos após a pandemia, quando não se saberá ainda a dimensão dos rombos nas contas públicas dos três níveis federativos", diz Alcolumbre no parecer. Segundo ele, esta foi a única solicitação feita aos servidores durante a maior crise econômica e de saúde pública da história recente.

"Estamos fazendo isso, justamente, para preservar a capacidade financeira dos entes federativos e, assim, conseguirem continuar a pagar seus servidores e militares em dia. Não nos parece um sacrifício exagerado", acrescentou.

Para os trabalhadores da iniciativa privada, o governo autorizou acordos para que os salários fossem reduzidos ou os contratos suspensos. De acordo com estimativas oficiais, 73% dos empregados com carteira assinada vão ser atingidos com uma das duas modalidades. Até o momento, 5,5 milhões de pessoas já tiveram o salário reduzido ou o contrato suspenso.

O parecer voltou com a expressão "desde que diretamente envolvidos no combate à pandemia" para os servidores que ficarão de fora do congelamento. Essa expressão foi retirada pelos deputados, permitindo que os servidores excluídos do congelamento, mesmo que não tivessem na linha de frente do combate.

Estadão