Após 30 anos, Collor pede perdão por confisco da poupança dos brasileiros

Após 30 anos, Collor pede perdão por confisco da poupança dos brasileiros

Frequentemente presente no Twitter para interação bem humorada com seguidores, ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) usou a rede social para assumir que errou ao confiscar a poupança dos brasileiros em 1990, de modo a combater a inflação galopante no primeiro ano de seu governo. Ele considerou que medida era arriscada e pediu desculpa aos brasileiros.

"O Brasil estava no limite! Durante a preparação das medidas iniciais do meu governo, tomei conhecimento de um plano economicamente viável, mas politicamente sensível, com grandes chances de êxito no combate à inflação. Era uma decisão dificílima. Mas resolvi assumir o risco", ele escreveu, afirmando que sabia que ali poderia perder a popularidade e, até mesmo, a Presidência, o que ocorria dois anos depois, quando renunciou em meio a processo de impeachment sob outro contexto.

Durante as interações com os seguidores, é comum que mencionem este capítulo da gestão dele de modo crítico ou jocoso. Eliminar a hiperinflação, ele prosseguiu, era o objetivo central do mandato. "Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos", ele pontuou.

A renúncia foi meio de o ex-presidente não perder os direitos políticos, antes que o processo de impeachment cassasse-os por oito anos. "Peço desculpas, as mais sentidas e as mais humildes, aos brasileiros que passaram por constrangimentos, traumas, medos, incertezas e dramas pessoais com o bloqueio do dinheiro. Lamento que tenha acontecido. Hoje, não faria de novo".