Após estudo, Sesa passa a não recomendar uso de cloroquina no Ceará

Após estudo, Sesa passa a não recomendar uso de cloroquina no Ceará

Nova nota técnica editada pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), nesta segunda-feira (25), retira recomendação de uso de medicamentos antimaláricos (como a Cloroquina e a Hidroxicloroquina) no tratamento rotineiro de pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19 hospitalizados no âmbito do Estado. De acordo com o texto, isso não é uma proibição, e cada profissional pode escolher e avaliar a aplicação dos fármacos no tratamento.

O documento foi publicado depois de um estudo da revista científica The Lancet, uma das mais conceituadas do mundo, apontar que a utilização desses fármacos poderia causar maior risco de arritmias cardíacas e de óbitos, especialmente quando a Hidroxicloroquina for utilizada em combinação com a Azitromicina. A análise foi realizada com 14.888 pacientes em 671 hospitais de seis continentes do mundo. 

Nesta segunda-feira (25), a Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os testes que estavam sendo feitos contra a Covid-19, os quais tinham como base o uso de Cloroquina e Hidroxicloroquina. A utilização das drogas vem sendo defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, embora não haja comprovação científica de sua eficácia.

Segundo Marcelo Alcântara, superintendente da Escola de Saúde Pública (ESP) do Ceará, "a percepção nossa e dos colegas é de que não têm se mostrado benefício do uso desses medicamentos". Desta forma, "o motivo da nota é o estudo científico que mostra os malefícios do uso da droga, por isso, a gente achou prudente fazê-la já que não há evidência de benefícios, pelo menos até que haja uma nova publicação nesse sentido", explica.

Diário do Nordeste