Prefeito de Santa Quitéria descarta lockdown e fala em nova reforma do Hospital Municipal

Prefeito de Santa Quitéria descarta lockdown e fala em nova reforma do Hospital Municipal

Mesmo atingindo a marca de 113 casos confirmados e pelo menos, cinco óbitos por coronavírus em Santa Quitéria, o prefeito Tomás Figueiredo avaliou que “não é assustador ainda a nossa situação, é razoável”. A declaração foi feita na tarde desta quarta-feira (20), em entrevista a rádio Itataia AM, onde falou sobre o aumento do número de casos, os repasses para o enfrentamento feitos à Prefeitura e a possibilidade de adotar medidas mais rígidas.

O gestor afirmou que a adoção de um lockdown não resolveria o problema no município, considerando que três agências bancárias atendem de maneira regionalizada. “A Santa Quitéria tem essa movimentação. O comércio tá aquecido. Nós temos um controle e um acompanhamento de todos os doentes e suspeitos”, citou.

Ele admitiu que o aumento de casos o surpreendeu, e defendeu as ações que estão sendo feitas pela gestão. “É invejável o que tá sendo feito no município de Santa Quitéria em relação à pandemia, a proteção, levar o conhecimento... Eu, sinceramente, muitas dessas mortes, acredito que não teve nada a ver com COVID. Alguma pessoa mais doente foi pro Hospital, todos os hospitais estão infestados com COVID”, declarou.

Recursos para repor perdas
Nas mãos do presidente Jair Bolsonaro, está o projeto de socorro a estados e municípios. Quando sancionado Santa Quitéria deverá receber pouco mais de R$ 3,6 milhões. Questionado sobre a aplicação deste valor, Tomás foi enfático: repor as perdas com o ISS, ICMS e outros impostos municipais. “Qual a retomada da nossa economia? É um dinheiro que tá comprometido pra repor. Dentro desses três milhões, sou obrigado a passar parte de educação, da saúde e da assistência social. A Prefeitura não tá cheia de dinheiro”, reiterou.

Reforma do Hospital Municipal
Cinco anos após a sua última reforma, o prefeito informou que em breve, lançará uma licitação para reformar novamente o Hospital Municipal. A verba já estaria garantida, desde o ano passado. “A parte elétrica não presta, nós temos o gerador que até hoje não foi instalado. Nós não temos sala de recuperação pós-cirúrgica”, afirmou, no entanto, sem dar prazos.

Também relatou dificuldades para compra de equipamentos mais avançados, como respiradores. “Não é só o respirador. Eu tenho que instalar oxigênio, ter outros equipamentos, ter profissional. O problema hoje é um profissional intensivista, mas graças a Deus que nós tivemos uma conquista grande, o SAMU em plena pandemia, uma UTI móvel, com respirador pronto”.

Retomada da economia local
Figueiredo manifestou que, desde que cada pessoa faça o seu papel e haja respeito um com o outro, é “momento de começar a sair da pandemia”. “Se o salão de beleza, por exemplo, abrir e tiver um horário e manter um certo padrão, qual o problema que vai haver?”, questionou.

Também foi enfático em defender o retorno das atividades da fábrica de calçados Democrata, que já elabora um protocolo para reabrir e chamar alguns colaboradores. “Já pensou eu pegar 400, 500, 600, 700 pessoas que vão pra fábrica diariamente... pra entrar na fábrica, tem que tirar a temperatura dela. Acha mesmo que o empresário vai querer que alguém adoeça lá dentro? Essa pessoa tá dentro da casa dela, com uma moto circulando, um jovem de 40 a 18 anos, qual a melhor quarentena do que estar trabalhando?”.

Em Santa Quitéria, as ações da Prefeitura Municipal tem se centrado, principalmente, na higienização de veículos e espaços públicos, testagens rápidas e distribuição de máscaras. Os quiterienses demandam medidas mais enérgicas, como a instalação de barreiras sanitárias.