64% dos parlamentares da bancada federal do CE são favoráveis ao adiamento das eleições; veja placar

64% dos parlamentares da bancada federal do CE são favoráveis ao adiamento das eleições; veja placar


Com a pandemia do novo coronavírus e o ainda crescente número de casos e mortes provocadas pela Covid-19 do País, senadores e deputados federais começarão a discutir a possibilidade de adiamento do pleito. Entre os 25 parlamentares federais da bancada cearense, incluindo 22 deputados e três senadores, 16 são favoráveis ao adiamento das eleições municipais, desde que a votação ocorra ainda este ano. A proposição em tramitação no Congresso Nacional que tem tido apoio de lideranças partidárias prevê a realização do primeiro turno no dia 15 de novembro, em vez do dia 4 de outubro. Quanto ao segundo turno, a data poderia ficar para 29 de novembro ou 6 de dezembro. 

Entre os deputados federais cearenses, quatro apontam que o ideal seria a manutenção da eleição no início de outubro, conforme prevê o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São eles: AJ Albuquerque (PP), Denis Bezerra (PSB), Júnior Mano (PL) e Vaidon Oliveira (Pros). 

Dois dos três senadores do Estado - Cid Gomes (PDT) e Tasso Jerreisati (PSDB) -, além de dois deputados federais, Domingos Neto (PSD) e Moses Rodrigues (MDB), ainda não têm posicionamento fechado sobre a proposta já colocada ou apontam outras soluções para a realização do pleito deste ano. 

Os parlamentares, apesar de terem definido posições em relação à votação da proposta em tramitação no Congresso, ressaltaram que existem muitos pontos a serem levados em consideração na decisão e que a discussão pode, inclusive, levar a mudanças de posicionamento ou a elaboração de novas alternativas para a realização das eleições. 

O deputado Mauro Filho (PDT) foi o único a se posicionar parcialmente favorável à proposta mais avançada, avaliando que é possível manter o primeiro turno na disputa no dia 4 de outubro, mas ponderando o segundo turno poderia ser prorrogado. "Este prazo (entre os dois turnos de votação) é pequeno e o Tribunal Superior Eleitoral já vinha reclamando desse intervalo curto, em função da estrutura operacional necessária", descreve.

Diário do Nordeste