Conversas em WhatsApp com ameaça de invasão a escolas são investigadas pelo MPCE

Conversas em WhatsApp com ameaça de invasão a escolas são investigadas pelo MPCE

Conversas trocadas entre adolescentes por meio do WhatsApp em que são feitas ameaças de invasão e massacre em escolas de Pentecoste, no interior do Ceará, são alvo de uma apuração do Ministério Público do Estado (MPCE). As informações, divulgadas nesta terça-feira (9), são do promotor de Justiça do município, Jairo Pequeno Neto.

Nas mensagens compartilhadas nas redes sociais, os jovens falam dos planos para realizar os atentados. "É melhor nós matar doido. Faz massacre lá. Nunca entrei lá mesmo", escreve um dos adolescentes ao que o outro responde: "virei antissocial, dá bem certim, tem que ter uma arma pra mim também man, aí o couro come", afirma.


De acordo com o MPCE, todo o conteúdo das conversas já está em posse da Promotoria de Justiça de Pentecoste que analisa o caso para que, com o apoio da Polícia Militar, sejam adotadas todas as medidas com o objetivo de responsabilizar os envolvidos e garantir a integridade física e moral dos demais estudantes das instituições de ensino envolvidas, assim como de outras escolas do município. 

O Ministério Público orienta ainda que o conteúdo do possível ato infracional deixe de ser propragado em grupos de WhatsApp nas redes sociais para evitar o julgamento social e moral de forma precipitada e não gerar sofrimento psíquico aos jovens envolvidos. 

Um moradora, que não quer se identificar, disse que está com receio das ameaças pois tem sobrinhos que estudam em um das escolas citadas nas mensagens. Segundo ela, a cidade está "apavorada" e há pais que pretendem não mais enviar os filhos para escola neste ano. 

Diário do Nordeste