Empresários e funcionários da Caixa Econômica são condenados a prisão por fraude milionária no Ceará

Empresários e funcionários da Caixa Econômica são condenados a prisão por fraude milionária no Ceará


Sete acusados de participar de uma fraude de cerca de R$ 50 milhões aos cofres da Caixa Econômica Federal (CEF) no Ceará, entre empresários e funcionários da Instituição, foram condenados a prisão pela Justiça Federal. Outros 11 acusados foram absolvidos.

A sentença foi proferida pelo juiz da 32ª Vara Criminal, Francisco Luís Rios Alves, na última quinta-feira (18). A quadrilha foi desarticulada na Operação Caixa Preta, deflagrada pela Polícia Federal (PF) há quatro anos, no dia 1º de junho de 2016.

A empresária Ana Carolina de Araújo Medeiros teve a maior condenação, 19 anos e 1 mês de reclusão, pelos crimes de estelionato, obtenção de financiamento mediante fraude e organização criminosa. Ela ainda foi absolvida de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

O contato da empresária na Caixa Econômica era o gerente da Agência Náutico, David Athilla Andrade Bandeira Barreto. A Justiça Federal o condenou a 11 anos 11 meses de prisão, por gestão fraudulenta e organização criminosa, e ainda o absolveu dos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, inserção de dados falsos e corrupção passiva.

O gerente da CEF também foi investigado na Operação Fidúcia, deflagrada pela PF em 2015, para combater outro esquema criminoso de fraude milionária à Instituição.

A organização criminosa, segundo a PF, contava com outros empresários, 'laranjas' e funcionários da Caixa. Entre eles, também foram condenados pela Justiça a dona de casa Dayna de Araújo Medeiros, a 2 anos de prisão, por falsidade ideológica (ao emprestar o nome para a companheira Ana Carolina para a obtenção de empréstimos fraudulentos); e o funcionário da Caixa, Ricardo Gonçalves Castro, a 3 anos de reclusão, por gestão fraudulenta (ao liberar recursos irregulares a mando de David).

Três empresários também foram condenados: Gehard Shintani Hauache, a 3 anos e 7 meses de prisão, pelos crimes de estelionato e obtenção de financiamento mediante fraude; Susana Glória dos Santos Moreira, a 3 anos e 1 mês, por estelionato e obtenção de financiamento mediante fraude; e Gleucia Maria Nunes de Sousa, a 2 anos e 2 meses, por estelionato. Os dois primeiros teriam ligação com Ana Carolina, comprovada para a Justiça pela movimentação de dinheiro entre eles.

Absolvidos pela Justiça
Onze acusados, entre funcionários da Caixa, empresários e supostos 'laranjas' do esquema criminoso, foram absolvidos pela 32ª Câmara Criminal.

G1 CE