Operação cumpre 38 mandados de prisão contra integrantes do PCC no Ceará

Operação cumpre 38 mandados de prisão contra integrantes do PCC no Ceará


A Operação Flashback II, realizada em 11 estados do País nesta terça-feira (28), cumpre o total de 38 mandados de prisão temporária no Ceará. Os alvos são membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação é coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

No Ceará, Ministério Público (MPCE) e Polícia Militar (PMCE) cumprem os mandados de prisão nas cidades de Fortaleza, Sobral, Juazeiro do Norte, Santana do Acaraú, Boa Viagem, Jaguaribe, Aquiraz, Novo Oriente, Senador Pompeu, Nova Olinda, Tianguá, Independência, Tabuleiro do Norte, Russas e Mauriti. Até 11h40 desta terça (28), 14 suspeitos haviam sido presos.

A Operação tem como objetivo desarticular um braço da organização criminosa, que tem base no Mato Grosso do Sul, realizando prisões e buscas em vários endereços e fazendo ainda a coleta de material genético dos suspeitos, como forma de auxiliar na elucidação de crimes violentos. O grupo é investigado pela prática de vários crimes como tráfico de drogas, homicídios e roubo.

Segundo o MPCE, a região Nordeste é a que concentra o maior número de ações da operação, contabilizando oito estados e 179 mandados judiciais expedidos. Alagoas e Ceará ficam em evidência entre os estados. As ações em Alagoas ocorrem em Maceió, que concentra o maior número de alvos, ao todo 80, e outros 11 municípios, totalizando 101 cumprimentos de mandados judiciais pelos agentes públicos.

O Ministério Público do Ceará afirmou que ficou observado o protagonismo das mulheres ligadas ao PCC, com notado avanço na ocupação de cargos de chefia no organograma da organização criminosa.

De acordo com as investigações, as mulheres têm perfil igualmente violento quanto o dos homens da facção quando definem julgamentos ocorridos nos tribunais do crime. As que possuem funções disciplinares conduzem normalmente estes rituais, elaborando as suas “peças conclusivas”, que resultam em condenações ou absolvições. Elas aplicam as mais diversas penas, inclusive assassinando rivais ou mesmo membros transgressores do PCC.

Diário do Nordeste