"Uma segunda ou terceira onda é muito mais letal e não é o que queremos no Ceará"

"Uma segunda ou terceira onda é muito mais letal e não é o que queremos no Ceará"


A desobediência aos protocolos de saúde estabelecidos pelos decretos do governo para evitar a contaminação pelo novo coronavírus pode levar Fortaleza a enfrentar ondas mais letais da doença. É o que afirmou o secretário executivo da Secretaria de Planejamento, Flávio Ataliba, durante live nas redes sociais neste domingo, 5, para esclarecer dúvidas sobre o plano de retomada no Ceará.

Neste domingo, mesmo com as restrições ainda previstas com o novo Decreto de isolamento social anunciado no sábado, 4, a Praia do Futuro apresentou movimentação de banhistas durante a manhã. “As pessoas parece que têm a sensação que a doença passou, mas ela não passou. O vírus continua circulando entre nós. Por que se reduziu? Porque tivemos grandes períodos de isolamento social e ao fazer isso a transmissão entre as pessoas é bem menor”, explicou Ataliba.

Coordenador do plano de retomada da economia no Ceará, ele afirma que caso a população retorne às atividades rotineiras sem cautelas e com “tudo que fazia antes”, possíveis outras ondas de contaminação podem retornar com maior letalidade. “É comprovado e as experiências mostram em outros países que, em pandemias anteriores, uma segunda ou terceira onda que existe numa pandemia é muito mais letal porque as pessoas estão mais desprotegidas e relaxadas àquela situação anterior de pânico, e não é o que queremos que aconteça no Ceará”, disse.

O POVO Online