Ceará monitora 29 crianças com síndrome rara associada à Covid-19 e tem maior número de casos no país

Ceará monitora 29 crianças com síndrome rara associada à Covid-19 e tem maior número de casos no país


O Ministério da Saúde acompanha 29 casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) em crianças e adolescentes do Ceará para comprovar se doença é causada pela Covid-19, como anunciado nesta quinta-feira (6). Ao todo, o País tem 71 casos notificados. Além dos cearenses, foi registrada a doença  no Rio de Janeiro (22), Pará (18) e Piauí (2). No mundo, 300 casos são relatados.

Pelo menos 16 crianças são monitoradas no Hospital Luís de França, em Fortaleza, como contabiliza o médico pediatra e diretor do hospital, Caio Malachias. “Depois de aproximadamente três ou quatro semanas a criança desenvolve essa patologia que pode ser grave, com evolução com doença cardíaca, inclusive, e requer um tratamento específico".

Os sintomas da Sindrome Multissistêmica são febre intensa e persistente, irritação nos olhos, manchas no corpo, diarreia, dor abdominal, náuseas e vômitos. O quadro é parecido com a já conhecida Doença de Kawasaki e o seu tratamento pode ser feito com a utilização de substâncias como imunoglobulina. Pediatras e cardiologistas, devido ao potencial de afetar o coração dos pacientes, são os profissionais que acompanham esse tipo de doença.

Crianças e adolescentes com até 16 anos, infectados pelo SARS-Cov-2 e que apresentam os sintomas da Síndrome, devem ser notificados ao Ministério da Saúde, de acordo com nova medida de vigilância em saúde publicada na última semana.

Diário do Nordeste