Enem será impresso em gráfica onde prova vazou em 2009

Enem será impresso em gráfica onde prova vazou em 2009


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será impresso este ano na gráfica onde a prova foi roubada em 2009. Depois de disputa na Justiça, a Gráfica Plural acabou assinando, na sexta-feira (31), o contrato com o Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep) do Ministério da Educação (MEC). O processo de licitação estava parado por causa de questionamentos sobre requisitos de segurança.

O roubo do Enem em 2009 causou o adiamento da prova. As pessoas que roubaram haviam sido contratadas pelo consórcio responsável pelo exame na época e trabalhavam dentro da gráfica. Um deles saiu com o Enem na cueca. Depois que o Estadão revelou a história, o MEC cancelou a prova que, pela primeira vez, seria um grande vestibular, com vagas selecionadas por meio do Sisu.

A Plural - que faz parte do Grupo Folha - afirma que foi modernizada e adequou seus requisitos de segurança. A empresa não foi considerada culpada no processo que investigou o roubo do Enem porque não foi ela que contratou os responsáveis pelo crime e, sim, o consórcio contratado pelo Inep. Até hoje, porém, ela nunca havia conseguido imprimir o Enem.

A vencedora das licitações foi sempre a mesma gráfica, a RR Donnelley, que no ano passado decretou falência. A Valid S.A. assumiu o serviço porque ficara em terceiro lugar em uma das licitações e a segunda colocada havia desistido.

O Enem de 2020 será apenas em 17 e 24 de janeiro de 2021 por causa da pandemia. Foram inscritos 5,8 milhões de candidatos. Uma versão digital será em 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Estadão Conteúdo