Símbolo do município, Santa Quitéria volta a comercializar algodão para outros estados

Símbolo do município, Santa Quitéria volta a comercializar algodão para outros estados


Eram meados de 1950, quando Santa Quitéria dava passos significativos para a sua industrialização, com a criação das fábricas de beneficiamento de algodão. J. Parente, Yara e Coopita são marcas que seguem no imaginário dos quiterienses mais experientes até hoje, ao remeterem aos tempos áureos de comercialização do herbáceo.

De larga produção que se tornou referência estadual e símbolo eternizado no brasão municipal, muitas famílias quiterienses viram suas plantações serem devastadas pela praga do bicudo, levando embora a fonte de renda de muitos agricultores que tiveram que se adaptar a outros cultivos. Três décadas depois desse trauma, o algodão volta a ser um fio de esperança na tentativa de retomar o protagonismo e fomentar prosperidade.

Agricultores de Santa Quitéria e mais 14 municípios estão apostando no cultivo da cotonicultura orgânica, com o objetivo de formar zonas livres de agroquímicos. Para resistir ao ataque da sua principal praga, os produtores adotam algumas estratégias como adotar o vazio sanitário (limpar a terra entre outubro e dezembro, para que o bicudo não tenha com que se alimentar e diminuir sua capacidade de reprodução) e distribuir as sementes para crescer logo nas primeiras chuvas.

O ouro branco colhido no interior do município já está sendo comercializado, de maneira consorciada com cidades próximas como Catunda, Monsenhor Tabosa, Nova Russas e Tamboril, para empresas da região sudeste do País.