Três advogados acusados de crimes no Ceará são suspensos pela OAB por 90 dias; confira os nomes

Três advogados acusados de crimes no Ceará são suspensos pela OAB por 90 dias; confira os nomes


Três advogados cearenses foram suspensos preventivamente por 90 dias, apontados em graves desvios de conduta. A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira, 18, em sessão especial do Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (TED/OAB-CE). O encontro, em formato virtual, durou cinco horas e meia.

Cada profissional punido é acusado de ter cometido um crime diferente: um assassinato com ocultação de cadáver e apropriação de grande quantia em dinheiro do cliente; suposta associação criminosa com traficantes de drogas; e suspeita de forjar sentenças judiciais, falsificando inclusive a assinatura do magistrado, com a intenção descrita de cobrar honorários aos clientes.

Os profissionais afastados são Victor Henrique da Silva Ferreira Gomes, Artur Frota Monteiro Júnior e o terceiro, conforme O POVO apurou, se chama Esdras. Os dois primeiros teriam cometido os delitos, respectivamente, em Fortaleza e dentro de uma unidade prisional em Itaitinga. As ocorrências com o terceiro foram registradas no município de Crato.

Victor Henrique da Silva Ferreira Gomes, hoje com 26 anos, responde judicialmente pelo assassinato de um cliente por envenenamento. O caso aconteceu no dia 6 de março de 2017. A vítima foi o guarda municipal José Gonçalves Fonseca, que tinha 51 anos, morto com uso de chumbinho (veneno para rato). O corpo foi jogado num matagal no bairro Dunas e encontrado dois dias depois. As investigações policiais apontaram à época que Victor matou José com a intenção de se apossar da quantia de R$ 265 mil.

Artur Frota foi preso em flagrante, no dia 22 de janeiro deste ano, quando saía da Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Elias Alves da Silva (CPPL 3). Ele portava bilhetes com mensagens repassadas por membros de uma organização criminosa. Foi descoberto na revista dos agentes penitenciários, após ter conversado com internos no parlatório da cadeia. Os bilhetes demonstravam informações e comandos para membros do crime organizado que estão fora dos presídios.

No Crato, o advogado Esdras teria forjado pelo menos duas sentenças. Ele falsificou os documentos, elaborando o conteúdo de decisões que não existiam e imitando a assinatura do juiz nas duas vezes. Os clientes teriam descoberto o crime, e alertado ao próprio juiz, quando foram buscar informações do processo junto à Vara de Justiça local.

O POVO Online