Bolsonaro ameaça com "cartão vermelho" integrantes de sua equipe econômica

Bolsonaro ameaça com "cartão vermelho" integrantes de sua equipe econômica


Na tarde desta terça-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro confirmou que desistiu do lançamento do Renda Brasil. O programa iria substituir o atual Bolsa Família.

Além disso, o presidente também ameaçou com "cartão vermelho" integrantes da equipe econômica que defenderem medidas como o corte de benefícios de aposentados e deficientes.

"Eu já disse a poucas semanas que jamais que vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem, porventura, vir a propor pra mim uma medida como essa, eu só posso dar cartão vermelho para essa pessoa. É gente que não tem o mínimo de coração, o mínimo de entendimento de como vivem os aposentados do Brasil. Então vou dizer a todos vocês. Pode ser que alguém da equipe econômica tenha falado sobre esse assunto, pode ser. Jamais vamos congelar salário de aposentados, bem como jamais vamos fazer com que o auxílio para idosos e pobre com deficiência seja reduzido para qualquer coisa que seja", disse o Presidente em vídeo publicado nas redes sociais. 
                                                                                                                                                                  

Antes mesmo da divulgação do vídeo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi chamado ao Palácio do Planalto para uma audiência com o presidente. Ele adiou a participação em um evento para o encontro.

Segundo assessores palacianos, a desistência do programa social foi o tema principal da reunião, que ocorreu em um clima de irritação. Segundo relatos feitos ao jornal Folha de São Paulo, na reunião, Bolsonaro pediu a Guedes que assessores da equipe econômica evitem dar entrevistas à imprensa, para evitar novas polêmicas.

Conflitos
A idealização do Renda Brasil criou inúmeros conflitos internos dentro do Governo Federal. Ainda em julho, uma força tarefa foi criada para agilizar o projeto que tem por objetivo substituir o Bolsa Família em todo o País.

O conflito entre o ministro e o presidente resultou, em agosto, mais volatilidade no mercado, fazendo a Bolsa de Valores cair e o dólar aumentar.

Diário do Nordeste